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Rui Pinheiro – Sociólogo
Rui Pinheiro
Sociólogo

Fora do Carreiro

Não aproveita a ninguém

7 de agosto de 2018
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As últimas eleições autárquicas, determinaram, por vontade dos eleitores, uma maioria relativa da CDU e do Presidente Bernardino Soares na Câmara Municipal e uma igual maioria relativa do PS na Assembleia Municipal. O PSD conquistou um vereador mais no executivo municipal. Todos perderam e ganharam. Portanto, os eleitores ditaram a sua vontade e ponto final.

As forças políticas e os seus eleitos têm de saber interpretar os resultados e as mensagens dos eleitores. Tomo a liberdade de usar uma fórmula simples para sintetizar a principal conclusão genérica passível de ser extraída “A CDU deve governar e o PS e o PSD devem fiscalizar”.

Ao que vimos assistindo não é, infelizmente, um “acompanhamento e fiscalização” como prevê a lei e, desgraçadamente, não é também, aquilo que é uma atitude exigível aos partidos que é a apresentação de propostas alternativas válidas e consistentes quando discordam das políticas e das opções e uma e outra podem ser melhoradas.

Estamos pois, perante um quadro, em que Bernardino Soares governa e faz, mas podia dispôr de condições e ser obrigado a fazer mais e melhor, no interesse de todos os eleitores e de toda a população. As formações partidárias, por seu lado, não têm estado à altura das suas responsabilidades.

A CDU deixa ao “seu governo” da Câmara Municipal a liderança de todos os processos. Não apresenta, autonomamente, ideias que apoiem, suportem e inovem as políticas municipais. Bernardino Soares lidera incontestavelmente a Câmara Municipal. Na coligação não se percebem projectos próprios, nem qualquer liderança.

O PS revela-se completamente falido de ideias e de propostas. O líder da Comissão Política Concelhia é simultaneamente Deputado, Presidente da Assembleia Municipal e Tesoureiro da Junta de Freguesia de Sacavém e Prior-Velho. Pergunta-se pois onde dedica o seu tempo para além da gestão dos jogos de poderes internos e das tentativas desajeitadas de criar casos. A estrita ambição de poder é coisa curta para o que Loures precisa e merece.

O PSD importou um cabeça de lista que não conhece e nada tem a ver com o Concelho de Loures, não apresentou uma única proposta construtiva e limita-se a contestar – oposição pela oposição - pela generalidade e a vulgaridade de abordagens, as políticas municipais. Aquilo de que fala poderia aplicar-se em Loures, Tavira ou Monção. O anterior líder concelhio está refém da sua própria estratégia, agora que foi desapossado do cargo, embora se mantenha líder do partido na Assembleia Municipal. Contudo, há ainda a esperança que o novo líder e a nova Comissão Política Concelhia recheada de gente conhecedora do Município, possa trazer uma nova e mais profícua orientação à actuação do partido, com acrescido envolvimento na vida local.

A linha de acção de mera maldicência que PS e PSD têm prosseguido até agora, talvez visando desgastar o executivo municipal e Bernardino Soares parecem pouco prometedoras, já que os munícipes estão cansados de intrigas e narrativas bota-baixistas que não aproveitam a ninguém.

Este colunista escreve em concordância com o antigo acordo ortográfico.

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