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Ricardo Andrade – Comissário de Bordo
Ricardo Andrade
Comissário de Bordo

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Seis meses em família

2 de julho de 2016
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Há vários meses escrevi neste espaço acerca de um novo momento da minha vida. Discorri então sobre o fantástico momento de ver a família crescer. Abri um pouco do meu coração para tentar transmitir o especial que foi o início desta relação para a vida, com o mais pequenote cá de casa.

Hoje volto a fazê-lo de forma aberta e altamente marcada por uma felicidade transbordante. Torno a fazê-lo porque durante todos estes meses cada segundo ficou mais preenchido, cada minuto ficou mais pleno e cada hora passou a ter o triplo do valor.

Cada acordar começou a fazer mais sentido. Cada adormecer assumiu uma importância inqualificável. A importância do sol e da lua juntaram-se num rosto pequenino, daquele que é o maior amor cá de casa.

Os almoços e jantares a três são sempre uma alegria imensa. As noites em que os dois vigiamos o sono do mais que tudo são feitas com sorrisos de adoração. Os banhos do pequerrucho são plenos de chapinhar na água e risos contagiantes.

Diziam-me sempre, os meus amigos, que a minha vida mudaria, que as prioridades se alterariam e que nada seria igual. Diziam-me os mais próximos que só começaria a viver depois desta plenitude, que se atinge com a chegada do herdeiro. Tinham razão. Estavam tão, mas tão certos, que qualquer vida tida antes é como se não existisse.

Toda a logística de cuidar de um ser pequenino é tão mais que um conjunto de actos mecânicos, de tomar conta de quem precisa ser cuidado. Todas as conversas passam a ter todos os holofotes sobre um artista único. Tudo passa a ser feito em função daquele que realmente nos interessa.

Por isso, eu “pai babado” me confesso. Por isso, nós “família orgulhosa” nos assumimos como tal. Por isso não poderia deixar de aqui partilhar, com todos os que vão tendo paciência para me ler, que não trocava nada no mundo por este sentimento que enche a alma.
Como se de uma publicação numa qualquer rede social se tratasse, aqui termino escrevendo: “Obrigado pequenino por estes quase seis meses de vida da nossa família”.

Este colunista escreve em concordância com o antigo acordo ortográfico

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