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Ricardo Andrade – Comissário de Bordo
Ricardo Andrade
Comissário de Bordo

A opinião de Ricardo Andrade

Mudança de paradigma

7 de agosto de 2017
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No dia 1 de Outubro, Portugal vai a votos. Em todo o País milhares de candidatos autárquicos irão sujeitar-se ao escrutínio popular. Em todo o território nacional será dia de escolher quem são aqueles que conduzirão os destinos do poder local.
As últimas décadas foram marcadas por campanhas autárquicas em Loures, onde a dimensão das mesmas raramente ultrapassava o panorama local e onde a visibilidade de candidatos e candidaturas nunca fazia, sequer, jus à dimensão de um dos maiores Concelhos portugueses.
Mas este ano algo mudou. Contra a vontade de alguns (que prefeririam que tudo se mantivesse igual), Loures passou a estar no centro das atenções quer para o País mas, mais importante que tudo, para milhares de lourenses, habitualmente mais atentos às disputas eleitorais em outros Concelhos. Sem que fosse previsível ou desejável para o status quo instalado e servil a interesses comunistas e socialistas, os olhares viraram-se para um jovem trintão social-democrata com um estilo mordaz, combativo e directo, que faz da frontalidade dura um modo de vida que o obriga a atacar sempre os problemas, sem se esconder atrás do politicamente correcto.
A entrada em campo de alguém que não tem medo de afrontar os poderes instituídos, para lutar de uma forma quase “corpo a corpo” por todos os munícipes, veio rapidamente mexer com um certo cinzentismo que era, há muitos anos, uma autêntica zona de conforto para um PCP e um PS que achavam ser direito, exclusivamente, seu lutar pela vitória no município de Loures.
E foi neste panorama, em que o PS e o PCP se julgavam donos e senhores de um bipartidarismo à moda da esquerda, que o candidato da Coligação Primeiro Loures (PPD/PSD e PPM) irrompeu na arena política lourense e nacional, ofuscando quase todos os outros concorrentes, tocando em temas fracturantes mas que, há muito, eram ansiados de debater por milhares. E foi com estrondo que o PS que julgava ir competir sozinho contra Bernardino Soares se viu longe dos holofotes e sem saber reagir a uma campanha, que não é mais uma discussão sobre o que CDU e PS deram (ou acima de tudo não deram) ao Município, mas um verdadeiro debate sobre valores, princípios e sobre o tipo de futuro que é necessário para que Loures passe a estar na linha da frente dos municípios da Área Metropolitana de Lisboa e de Portugal.
O paradigma eleitoral em Loures mudou.
Talvez ninguém saiba como, mas de uma coisa estou certo... André Ventura já conseguiu romper em poucos meses com um marasmo eleitoral que não servia os lourenses, mas sim os interesses instalados de uma CDU e de um PS “alapados” à máquina camarária.

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