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Ricardo Andrade – Comissário de Bordo
Ricardo Andrade
Comissário de Bordo

A opinião de Ricardo Andrade

E o caracol a assistir a tudo...

9 de julho de 2018
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Julho, férias e a entrada na chamada “silly season”, esse período em que as notícias são mais escassas e o critério noticioso se torna mais alargado permitindo “tempo de antena” ao que, habitualmente não o teria.

Já em Loures, este mês significa um período alargado com dedicação mais visível ao caracol, essa iguaria que coloca Loures no mapa ano após ano. Claro que, para os lourenses, a época do Caracol não começa apenas agora e desde meados de Abril que iniciativas como a “Rota do Caracol” ou como a “ Rentrée do Caracol” no restaurante Apolo 78 (ex-libris do Caracol Saloio) mexem com o Concelho de Loures e com o famoso gastrópode.

É igualmente um facto que nem só de caracol vive Loures e o panorama político do município revela-se, cada vez mais, interessante e marcado pela recente aprovação de diversas moções na Assembleia Municipal de Loures com vista a buscar melhorias no Concelho em áreas fundamentais como a segurança ou a limpeza urbana. Mas a derrota das posições da CDU e do regime comunista instalado na Câmara Municipal de Loures acabaram por não se refletir apenas nas temáticas que evidenciei acima mas igualmente por ter reflexo na aprovação de documentos com linhas de rumo que levem a que Loures possa finalmente seguir a senda de alguns dos mais socialmente interventivos municípios do país
(como Lisboa ou Cascais) e passe a ter um Orçamento Participativo no futuro próximo (assim respeite a Câmara Municipal de Loures a voz da maioria).

Outra prova de que a situação política em Loures é especial (até mesmo ímpar) é a forma como, por diversas vezes, têm sido os partidos menos à esquerda (como o PSD, o CDS ou o PPM) a defender situações que se prendem com a defesa dos direitos dos trabalhadores e em especial com a garantia de boas condições laborais para aqueles com vínculo a empresas municipais no Concelho de Loures como é o caso dos trabalhadores da GesLoures.

Estranho este “tabuleiro” político em que a CDU despe a sua farda de defensora da liberdade, do povo e dos trabalhadores deixando essa indumentária para outros.

Imprevisível este “terreno” em que o PS surge como o avalista do último Orçamento Municipal comunista mas tentando fazer parecer ser o seu maior crítico.

Promissor este futuro em que a, habitualmente, terceira força política em eleições autárquicas lourenses (o PSD) caminha sozinha na real oposição ao poder comunista instalado desde 2013.

E tudo com o caracol a assistir de camarote!

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