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Opinião
Filipe Esménio – Director
Filipe Esménio
Director

Mel de Cicuta

Votos sinceros

6 de janeiro de 2019
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Nunca fui bom a fazer balanços.

Nunca fui bom a fazer perspetivas.

Mas, mais ou menos sempre soube o que queria.

Ou melhor, sei o que quero hoje, e já não é mau.

Para além dos lugares comuns da paz, saúde e alegria, para além de alguma abundância, gostava de ver em 2019 algumas pequenas coisas a andar.

Gostava que o Governo olhasse para Loures e fizesse um forte investimento no Metro, naquele que serve as pessoas e não os interesses imobiliários. E assim urge duas entradas no concelho, uma por Odivelas, até Loures, e uma por Moscavide, que vá idealmente até Santa Iria.

Gostava que a Câmara concretizasse a criação de um espaço multiusos cultural. Não tanto para a mostra da arte local, mas mais para permitir que o melhor que se faz no país suba a palco por estes lados e não nos obrigue a ir a Lisboa.

Gostava que fosse feito um mega plano de arranjos exteriores do concelho com a criação de espaços verdes e árvores. Acima de tudo árvores. Até abdicava da “relvinha”, cara de manter pelo consumo de água, e apostava em parques arbustivos de verdade com dimensão e que nos forneçam oxigénio e sombra, à antiga. Aquilo de ler um livro ou fazer um picnic à sombra.

Quero que os pais consigam dar a sopa aos seus filhos sem tecnologia, telemóveis ou tablets, e que lhes consigam contar uma história do princípio ao fim. Que os pais se empenhem ao invés de empenharem o futuro dos seus filhos. O caminho mais fácil, por vezes não é o melhor.

Quero que as pessoas não desistam dos seus sonhos ao primeiro obstáculo, sejam eles profissionais ou de amor, que tenham resiliência. Que percebam que as coisas para se atingirem implicam trabalho e dedicação, mesmo que seja com a família, diria aliás que o principal esforço e dedicação deve ser em casa.

Gostava que nos locais sociais, cafés, restaurantes, etc., a password da net fosse FALEM UNS COM OS OUTROS, em maiúsculas.

Gostava ainda, só para acabar que a cultura e a leitura em particular passassem a prioridade de todos os governos nacionais e locais.

Enfim, apenas alguns desejos, sem esquecer claro a procura de uma maior coesão social, a todos os níveis, mas essa ainda vai dar mais trabalho e implicar mais dedicação.

Mas eu não desisto.

Bom ano.

PS: Este artigo é estupidamente escrito com o novo acordo ortográfico.

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