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Opinião de João Pedro Domingues

Loures é um concelho socialista

3 de novembro de 2019
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As eleições legislativas realizaram-se no passado dia 6 de outubro e muito já se falou e escreveu sobre os seus resultados. As opiniões dividem-se, mas existe um facto que não pode ser questionável: o Partido Socialista ganhou as eleições e, obtendo 40,18% dos votos expressos, teve mais votos que toda a direita junta (leia-se PPD-PSD, CDS, Iniciativa Liberal, Aliança e Chega).

Regista-se a queda total da votação no CDS, que levou à apresentação da demissão da sua líder, mas igualmente o desastroso resultado do Aliança, mostrando que existem projetos que não passam disso mesmo: projetos. A subida muito significativa do PAN, do Livre, da IL e do Chega vem demonstrar que os portugueses já não se reveem totalmente nos partidos mais tradicionais.

A esquerda, no Parlamento, é maioritária e pode permitir uma governação estável do país, através de uma nova “geringonça”, eventualmente com uma outra configuração e com moldes de compromisso um pouco diferente. O País percebeu que, nos últimos 4 anos, foram criados mais de 350 mil novos postos de trabalho, foi reduzido o desemprego para metade e as famílias recuperaram rendimentos, que tinham sido retirados no passado recente.

Foi aumentado o salário mínimo e foram devolvidos os subsídios de férias e de natal, tendo ainda sido diminuído de forma muito significativa o preço dos passes nos transportes públicos, com especial incidência na Área Metropolitana de Lisboa, para além de outras medidas de grande impacte social.

O País compreendeu estas medidas e agradeceu, votando maioritariamente no Partido Socialista. Mas gostaria de refletir, um pouco, sobre os resultados verificados no meu concelho, em Loures. Em Loures, o PS obteve 40,18% dos votos expressos, enquanto a CDU (que tem a presidência do Município) obteve somente 11,58% dos votos.

O PSD registou 27,76%, o CDS, 4,12% e o BE, 11,58%. O Chega, que com o seu discurso racista e xenófobo já tinha criado surpresas nas últimas autárquicas, conseguiu 2,93% dos votos, o que continua a ser preocupante. Para além disso, a abstenção, que em Loures foi menor que a registada a nível nacional (41,74% contra 51,42%), continua a ser muito preocupante, e sobre a qual todos nós, políticos e sociedade civil, temos de refletir.

Em suma, o resultado do PS é muito elucidativo, e transporta um sinal muito positivo para o próximo ato eleitoral autárquico. De registar, igualmente, que Loures vai continuar a estar representado no Parlamento, através do deputado Ricardo Leão.

Estou convicto que, para além do bom trabalho que vai desenvolver, vai ter particular atenção a questões que preocupam os portugueses em geral, como o combate às alterações climáticas, a criação de respostas ao desafio demográfico e o combate às desigualdades, bem como os lourenses em particular.

Este resultado vai aumentar a sua responsabilidade e a motivação para defender a extensão do metropolitano ao concelho, a isenção do pagamento da A8 em Bucelas, minimizar as questões do congestionamento em Loures, a saída da A1 em São João da Talha, a ligação de Sacavém à 2ª circular, ou ainda para promover a requalificação da frente ribeirinha.

Loures é, sem dúvida, um concelho socialista, e compete-nos a todos nós socialistas, não defraudar essa confiança.

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