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Rui Pinheiro – Sociólogo
Rui Pinheiro
Sociólogo

Fora do Carreiro

Frente Ribeirinha do Tejo. Agora vai?!...

3 de novembro de 2019
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AFrente Ribeirinha do Tejo em Loures será, por razões históricas e modelo de ocupação do território uma das mais difíceis de requalificar. Recorde-se que entre os núcleos urbanos e o Rio se encontram um sem número de obstáculos que complexificam e muito a tarefa de proporcionar a aproximação ao estuário.

A Estrada Nacional nº 10, a Linha de Caminho de Ferro do Norte, a faixa industrial, a Plataforma Ferroviária da Bobadela e o seu imenso parque de contentores, o IC2 e o sapal constituem fortíssimas barreiras a ultrapassar para um contacto próximo com o Tejo.

Durante demasiados anos, a Frente Ribeirinha de Loures esteve ao abandono de uma capaz gestão do território, esteve entregue à gestão casuística e de conveniência de cada proprietário da cada pedaço daquele espaço.

Bem reclamou a ADAL – Associação de Defesa do Ambiente de Loures por Plano de Ordenamento para a zona, mas sucessivos governos fizeram ouvidos de mercador.

Por seu lado, a Câmara Municipal de Loures, com uma anterior gestão, também se desinteressou completamente, mesmo com a ADAL a abrir caminho para uma qualificação junto das empresas e empresários ali instalados, que se mostraram disponíveis para avançar. Apenas a Câmara Municipal, à época, não fez o que deveria ter feito e poderia ter feito muito.

Felizmente, o paradigma mudou com Bernardino Soares que olha agora para a Frente Ribeirinha com o interesse, a dignidade e a iniciativa que a Frente Ribeirinha merece e precisa.

Em Julho de 2017, foi aberto um primeiro e pequeno percurso pedonal de 740 metros em Santa Iria de Azóia, como primeiro sinal concreto da vontade política municipal de alterar o estado das coisas e proporcionar o acesso das populações ao seu património natural e territorial. O Tejo é de todos!

E neste Outubro de 2019, tivemos a excelente notícia de que a Câmara Municipal de Loures estabeleceu um protocolo com as empresas Petrogal - Petróleos de Portugal S.A. e Tavares e Companhia S.A., que visa a cedência de duas parcelas de terreno junto à foz do Trancão, que irão permitir dar continuidade ao projecto da Frente Ribeirinha de Loures.

Este foi um passo que não apenas confirma o objectivo político municipal já antes anunciado, mas que confirma a esperança e a expectativa de que o Projecto de Qualificação vai mesmo para a frente, tendo-se ainda presente a candidatura municipal ao Portugal 2020, já aprovada, no valor de um milhão e trezentos mil euros, que permitirá executar obras necessárias para o desígnio ao qual me associo vivamente. Saúdo por isso o Município de Loures, o seu Presidente, mas também todos aqueles que ao longo dos anos têm desenvolvido esforços, lutas e actividades pela dignificação da Frente Ribeirinha do Tejo em Loures. Contamos todos, que a marcha do progresso sustentável deste espaço de excelência não seja mais travada e que as pessoas sejam a marca de Loures.

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