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Ricardo Andrade – Comissário de Bordo
Ricardo Andrade
Comissário de Bordo

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Valores e Princípios

7 de maio de 2016
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Na política como na vida existem várias formas de encarar o que nos rodeia. Na política como na vida existem diversas maneiras de reagir ao dia a dia. Na política como na vida existem inúmeros obstáculos a que podemos ter de fazer face.

Não existem, na minha óptica, fórmulas mágicas para seguir em frente. Não acredito também que existam soluções milagrosas. Muito menos caminhos únicos que devamos seguir.

Talvez, por tudo o que escrevi antes, a minha convicção seja cada vez maior do que são os valores e princípios que vamos apreendendo ao longo da vida que nos devem nortear sempre. É esse conjunto de princípios e valores que deve ser o nosso farol, para não cairmos em facilitismos nem cedermos às tentações de trilhar caminhos que neguem aquilo que deve ser uma forma de viver a vida. Enquanto parte integrante de um projecto de sociedade e não apenas como seres individualistas, que se colocam a si mesmos à frente de um bem comum que é toda uma comunidade em que estão inseridos.

A minha convicção é de que nesse rol de valores e princípios (nunca dogmáticos mas sempre de respeitar e de seguir) se encontram, claramente, conceitos como lealdade, responsabilidade e respeito.

Lealdade para com pessoas, instituições e valores. Responsabilidade de sermos sempre melhores, de não vendermos ideais, de nunca desistirmos de lutar pelo bem comum. Respeito por nós mesmos mas acima de tudo pelo próximo e, decorrentemente, pelas estruturas existentes na sociedade que nos rodeia.

Terão aqueles que estão em cargos públicos ou que detêm funções de liderança mais obrigações de não se desviarem desse caminho de valores e princípios do que os restantes? Terão os decisores políticos maiores obrigações de não hipotecarem um legado de valores e princípios?

Julgo, verdadeiramente, que todos somos iguais enquanto membros de uma sociedade e que quem, temporariamente, exerce certos cargos não deve deixar jamais de se sentir parte dessa mesma sociedade como todos os outros. Mas não é menos verdade que quem, por certos períodos, é escolhido para liderar não deve nunca esquecer-se que mesmo tendo funções de decisão, deve nortear o seu comportamento nas mesmas pelo objectivo máximo de proporcionar o bem comum, respeitando sempre quer os seus pares que em si confiaram, quer as instituições existentes no regime democrático em que vivemos e que devem ser sempre o garante da liberdade e da democracia.

E é precisamente com esse valor intocável do respeito, que termino estas breves linhas escrevendo que devemos sempre dar-nos ao respeito, para sermos em todos os momentos realmente respeitados.

Este colunista escreve em concordância com o antigo acordo ortográfic

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