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Opinião
Ricardo Andrade – Comissário de Bordo
Ricardo Andrade
Comissário de Bordo

A chegada de fevereiro lembra-me que o tempo não volta atrás

Vale sempre a pena

6 de fevereiro de 2017
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À medida que os anos passam por mim, ou eu por eles, vão-me invadindo sentimentos, julgo que naturais, do que foi e do que será. A nostalgia do primeiro aniversário pós entrada nos “entas” leva-me a cair em momentos de reflexão sobre o percurso até aqui. A chegada de fevereiro lembra-me que o tempo não volta atrás, mas que me cabe a mim tentar não me deixar vencer pela velocidade rápida da ampulheta.

Nesse caminho, entre 1976 e hoje, guardei muito que jamais esquecerei. Pessoas, sentimentos, experiências, alegrias, tristezas, erros, decisões acertadas e tantas outras coisas, são hoje peças do puzzle que sou eu e a minha vida. Tudo o que vivi formou-me enquanto ser humano e enquanto alguém que foi optando por intervir no mundo que o rodeia.

Essa intervenção levou-me a muitos lugares diferentes. Essa participação cívica ativa levou-me por caminhos que nunca havia imaginado possíveis, no início da caminhada. Essa autêntica opção de vida fez com que tivesse a sorte e oportunidade de sentir que a frase “o mundo muda a cada gesto teu” é das mais verdadeiras que alguma vez ouvi.

Associações de cariz variado, estruturas partidárias, movimentos cívicos ou simples posições tomadas nas básicas relações de vizinhança acabaram por ser alguns dos “palcos”, por onde fui passando, tentando sempre nunca me esquecer de onde vinha. Porque a vida sem memória e sem valores é vazia. Porque uma existência sem abrangência é pior vivida, mas sem uma firme defesa de valores e princípios é impossível de viver.

Assisti e participei em muita coisa com seres humanos fantásticos. Ajudei muita gente boa e fui ajudado ainda mais por gente ainda melhor. Conheci mundo e aprendi a cada metro de caminho percorrido.

Foram só rosas sem espinhos? Claro que não! Foram só aprendizagens simples? Obviamente que não! Mas diz a sabedoria popular que “o que não nos mata torna-nos mais fortes” e por isso não tenho a menor dúvida que mesmo o menos bom, ou mesmo os momentos mais duros, serviram para hoje ser, entre outros, mais forte, mais assertivo e mais seguro dos caminhos a percorrer, para que tudo quanto faça seja orientado para servir e não para ser servido.

E no fim do dia quando a cabeça se encosta à almofada e me pergunto: "Valeu a pena?”, a resposta é sempre: ”Valeu, mas vai valer ainda mais!”

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