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João Alexandre – Músico e Autor
João Alexandre
Músico e Autor

Ninho de Cucos

Chet Faker

4 de julho de 2015
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Fenómeno

A propósito de não uma, mas sim de três actuações de Chet Faker em Lisboa, no espaço de oito dias, se escreve este texto sobre o fenómeno australiano, Nicholas Murphy de seu verdadeiro nome. Depois da excelente apresentação ao vivo no NOS Alive 2014, confirma-se agora a devoção do público português nos coliseus esgotados para as datas de 3 e 4 de Julho e uma repescagem para, praticamente, encerrar o mesmo festival em 2015, mais precisamen- te no dia 11 de Julho.

Entre as compilações de chillout de seu pai e álbuns vocais de jazz de Chet Baker passa muito da for- mação, influência e aprendizagem deste músico aus- traliano, nascido em 1988 em Melbourne. Murphy decidiu utilizar o nome artístico “Chet Faker” quando se apercebeu que, algumas pessoas, se diri- giam para os seus espectáculos à espera de um outro artista já consagrado e que se chamava igualmente Nick Murphy.

Assim aparece Chet Faker num misto de homenagem a Chet Baker, à sua música e estilo de vocalização. A primeira realização de Chet Faker foi dada a conhecer ao público em 2011, através de uma versão de um tema dos Blackstreet “No diggity” e que se tor- nou viral online, impulsionando o lançamento de um EP “Thinking textures”, com excelentes críticas da imprensa e descrito como um “lounge maravilhoso” subtilmente misturado.

Desse EP destaca-se o tema “I’m into you”, que conquista posições de des- taque em diversos charts por esse mundo fora. Em 2013 e após algumas colaborações com outros artistas, como Flume ou Temper Trap, e um prémio como melhor novo artista independente, atribuído pela Rolling Stone australiana, Chet Faker lança o single “Melt”, com o convidado Kilo Kish. O álbum de estreia “Built in glass” inclui “Melt” e ainda os singles “Talk is cheap”, “Gold” e “1998”, tendo sido lançado em Abril do ano passado e atingido o 1o lugar do principal top de vendas australiano.

Muitos destaques, a rampa para muitos concer- tos pelo mundo e uma vasta tournée pelo seu País. Este trabalho conquistou, de forma assombrosa, público e crítica. A voz vibrante e poderosa de Chet Faker não deixa margem para dúvidas e consola-nos emocionalmente, mas são as suas subtis e originais composições electrónicas que destacam o ritmo singular dos seus temas. Ao vivo Chet Faker entrega-se de corpo e alma e essa entrega é tão acentuada e de forma tão apaixonada que não deixa ninguém indiferente, mesmo num estilo que é acima de tudo “downtem- po”. O concerto no festival em 2014 prova-o inequivocamente.

“Bend” um single lançado formalmente neste mês de Junho, antecipa provavel- mente um próximo trabalho de maior duração e apesar de conter o mesmo bombo de drumbox, característico do som Chet Faker, deixa-nos um ar talvez mais funky do seu trabalho, sem aban- dono da electrónica e que por certo agradará a todos os que ansiosamente espe- ram pelos seus espetáculos e num ápice esgotaram os bilhetes para o dia 3 de Julho, “obrigando” a orga- nização a concretizar nova data a 4 de Julho e abrindo portas para a inclusão no line up do palco principal do NOS ALIVE.

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