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Filipe Esménio – Director
Filipe Esménio
Director

Mel de Cicuta

Morrer da cura, não obrigado

3 de maio de 2020
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O Covid partiu a loiça toda.

Enquanto os Homens morrem por falta de ar, o planeta respira melhor.

Não sou ambientalista, mas tenho preocupações ambientais, e sou cuidadoso. Mas, como dizia alguém, lá porque «os chineses comem morcegos, os europeus não têm de deixar de andar de carro».

Acredito na energia, no magnetismo da terra e das pessoas. Acredito que podemos dar a volta ao Mundo enquanto damos voltas ao Sol.

Acredito que, tenha sido no laboratório, nos morcegos, ou resultado de uma cadeia natural. O vírus surgiu e nós não podemos fazer muito mais do que continuar o nosso caminho.

Acredito, acima de tudo, nos Homens e nas Mulheres deste país. Vamos passar a viver uma tal de “nova normalidade”, de máscara, com álcool no bolso, mas temos de pôr a mão na massa antes que acabemos todos por morrer da cura.

Vamos respeitar as novas normas de segurança, mas não nos podemos esconder.

Vamos pôr a economia a mexer, proteger os principais grupos de risco e investigar, de forma detalhada, a questão da origem do bicho. Por nós e pelos nossos filhos.

Do resto já sabemos, empresas vão fechar aos pontapés, o desemprego vai aumentar aos pontapés, a crise social instala-se. Os muito ricos vão comprar mais barato mas até a esses interessa que o mundo funcione, não tenho dúvida.

Com mais ou com menos show off, os políticos foram fazendo pouco, muito pouco mas não era fácil fazer muito mais.

O Estado Central e Local devia dar o exemplo, na higiene e segurança dos novos tempos, no apoio social, no pagamento das faturas a 30 dias, na ajuda às empresas e às famílias.

No total empenhamento ativo da recuperação da qualidade de vida das famílias.

Mais uma vez as pessoas vão dizendo “presente” e vão-se ajudando entre si.

Vai ser igual? Não! Mas em parte ainda bem.

Temos é de perceber se isto nos ensinou alguma coisa ou se foi apenas um intervalo na clivagem entre classes, entre continentes, entre uns e outros, os tais filhos e os tais enteados e se nada disto valeu a pena!

Eu sou um otimista, e acho que vamos ter inevitavelmente de aprender alguma coisa no meio de toda esta situação . Acredito também nas pessoas, por isso cá estamos e estaremos para lutar por aquilo em que acreditamos. Por mim e pela minha família, por Loures, por Portugal, por todos nós.

PS: Este artigo é estupidamente escrito com o novo acordo ortográfico.

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