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Métodos contracetivos reversíveis de longa duração

Quais as opções?

6 de outubro de 2018
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Uma contraceção segura e eficaz é essencial na prevenção de uma gravidez não planeada ou não desejada. Segundo um estudo de 2015, a pílula continua a ser o método de contraceção feminina mais popular, usado por cerca de 58% das mulheres em idade fértil. Como alternativa, começaram a surgir outros métodos de maior duração.

Os contracetivos reversíveis de longa duração que existem são os dispositivos intra-uterinos (DIU), os sistemas intra-uterinos (SIU) e os implantes subcutâneos. Todos eles apresentam uma eficácia igual ou superior a 99%. Uma das suas vantagens é o facto de não dependerem da utilizadora. Além disso, podem ser colocados em mulheres que são portadoras de doenças crónicas, em mulheres que não podem utilizar pílula ou que se esquecem de a tomar recorrentemente. No geral, a maioria das mulheres fica satisfeita com os métodos de longa duração. Qualquer um dos métodos pode ser utilizado durante a amamentação e podem ser colocados independentemente da mulher ter tido filhos ou não. Após a sua remoção, a fertilidade retorna à normalidade. Importa relembrar que nenhum deles protege contra infeções sexualmente transmissíveis, devendo sempre ser usado o preservativo.

A colocação ou remoção dos métodos contracetivos de longa duração são da responsabilidade dos médicos de família e dos médicos ginecologistas/obstetras. Em Portugal, alguns dos métodos de longa duração são fornecidos no âmbito da consulta de planeamento familiar, nos cuidados de saúde primários.

Implante

É um método subcutâneo hormonal com 4 cm de comprimento e 2 mm de diâmetro, que tem a duração de 3 anos e contém uma hormona (um progestativo) que é libertada de forma constante. O implante impede a ovulação, altera o muco cervical, dificultando a entrada dos espermatozóides no útero, e provoca também alterações no revestimento do útero, para impedir a implantação do ovo. A colocação do implante realiza-se de forma simples e rápida, sendo colocado por baixo da pele do braço, após anestesia local. A mulher não irá ver o dispositivo mas poderá palpar e senti-lo.

SIU

Um contracetivo em forma de “T” com hormona (um progestativo, tal como o implante), a qual vai sendo libertada lentamente após a colocação do dispositivo dentro do útero. Existem sistemas intrauterinos hormonais para 3 anos ou 5 anos. O SIU evita que haja implantação do ovo no útero, aumenta o espessamento do muco (o que dificulta a migração dos espermatozóides) e inibe a ovulação parcialmente.

DIU

Chamamos DIU ao dispositivo intrauterino de cobre. Este dispositivo não contém qualquer componente hormonal e pode permanecer no organismo 5 ou 10 anos, dependendo do tipo de dispositivo colocado. Tal como o SIU, é colocado no interior do útero. O cobre interfere com a mobilidade dos espermatozóides e causa uma reação inflamatória local que impede a implantação.

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