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Opinião de Joana Leitão

#LoveForAll

8 de abril de 2019
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Terminamos mais um mês com a notícia de um novo ataque terrorista, desta vez na Nova Zelândia, perpetrado por um australiano de 28 anos que pretendia vingar “milhares de mortes causadas por invasores estrangeiros”.

De arma em punho, entrou em duas mesquitas, provocando a morte a 49 pessoas e ferindo, ao que tudo indica, mais 48.

Mais um ser humano, entre tantos, que dissemina o ódio e apela ao extremismo quando não se vingam, nem nunca hão-de vingar-se, mortes com mais morte.

Como se vê ‘terrorista’ não é sinónimo de muçulmano, nem muçulmano é sinónimo de radicalismo mas somos nós quem tantas vezes os rotulamos, enchendo-nos de preconceitos quando nos cruzamos com um tom de pele, feições ou mesmo um vestuário tão característico. À custa de uns quantos, uma minoria quando considerada a comunidade muçulmana globalmente, pagam tantos outros.

Aquilo que não se sabe é que é precisamente a comunidade muçulmana que não se envolve em violência a mais atingida, por extremistas, quer partilhem ou não a mesma fé.

São, por isso, facciosas as generalizações, pois dentro destas comunidades também se apela à paz.

Exemplo disso é a Comunidade Ahmadia presente em 210 países, incluindo Portugal que, em resposta ao extremismo, realiza anualmente um simpósio dedicado à paz, na sua sede, em Londres.

Os cerca de 1000 convidados habituais chegam de diversos países e praticam diversas religiões, fés ou modos de vida pois, o que se pretende não é a separação mas a união entre os povos.

Durante a cerimónia ainda há lugar à atribuição de um prémio a pessoas ou instituições que, no ano anterior, tenham contribuído para a nossa evolução enquanto espécie. Este ano, os homenageados foram os ‘Teachers Without Borders’ ou ‘Professores Sem Fronteiras’, pela sua ação através da educação e a sua contribuição para a mudança pois, conforme referiram “quando as crianças têm respeito umas pelas outras, têm respeito pelos outros e crescem a saber resolver conflitos e a reparar o Mundo”. Talvez seja este o momento em que uma sala cheia, de pessoas e emoções, pensa no que está ao seu alcance fazer e no quanto podem fazer os governos.

Dos discursos guardámos amor e, apenas isso, não fossem avolumar-se as saudades do Pedro (Santos Pereira), que nos acompanhava em tantas histórias que merecem ser divulgadas. Passado um ano, assumimos que sem ele não foi igual, mas que o sentimos presente de alguma forma.

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