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Rui Pinheiro – Sociólogo
Rui Pinheiro
Sociólogo

Fora do Carreiro

Notas de post-scriptum

4 de junho de 2019
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Nesta edição, escrevo algumas notas sobre temas antes abordados e que constituem apenas uma espécie de actualização. Como que um pós-escrito.

 

Sifão do Canal Alviela em Sacavém

 

O senhor Presidente da EPAL já escreveu em resposta ao Presidente da Associação de Defesa do Ambiente de Loures sobre a problemática do Sifão do Canal Alviela. Confirma que a EPAL retirou do serviço aquela infraestrutura. Afirma que o seu estado geral de conservação é apenas de nível “Razoável” e que está previsto no Plano Anual de Investimentos da empresa a “execução de uma obra de reabilitação”, já que se pretende “reparar a fissura do lado montante da travessia eliminando as infiltrações”

Diz ainda o senhor Engenheiro José Manuel Sardinha que “a EPAL, atenta à memória da conservação e preservação do património histórico de abastecimento de água, está a desenvolver estudos para salvaguarda e valorização” de que o Sifão de Sacavém “é um bom exemplo”.

Portanto, o diagnóstico da ADAL foi oportuno e estava correcto e há agora um compromisso da EPAL para com a Cidade de Sacavém e o Concelho de Loures e o seu património construído, bem como com a imagem da Cidade. Oxalá a Junta de Freguesia também aja e contribua para dignificar a principal entrada da Cidade. De um lado estão a decorrer obras, do lado do Sifão não. E aquele cabeçudo horrendo e mal tratado, devia ter outro destino, bem como a barracaria e vedações à beira-Trancão que impedem o pleno usufruto da frente ribeirinha.

 

Recolha de resíduos

 

A Câmara Municipal de Loures estabeleceu um acordo com os SIMAR de Loures e Odivelas e com as Juntas de Freguesia do Concelho de Loures para fazer face ao fenómeno dos “monos e monstros” que têm pululado nos últimos meses por todo o território. Não será ainda o conjunto de medidas de fundo que é preciso tomar para resolver a questão – falta divulgação dos regulamentos municipais, falta fiscalização municipal e das forças da ordem, falta aplicar coimas a sério, falta abrir ecocentros para deposição directa pelos munícipes – mas trata-se de um avanço muito substancial, do meu ponto de vista.

É certo que se trata de um investimento de 500 mil euros, que há-de ser retirado de outras importantes acções, mas que hoje é possível fazer dada a recuperação económico-financeira que o actual Executivo municipal conseguiu e é um investimento de todo justificado, com os protagonistas certos. Mas considero que seria muito importante que no futuro não tenha de se prosseguir com tal investimento impedindo outros. Ou seja, se se mantiver a conduta pouco cívica de alguns prejudicando todos, devem ser aqueles alguns a pagar as coimas e taxas que sustentem o serviço ou, então, são corrigidas as más práticas e acaba-se o problema.

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