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Opinião
Pedro Santos Pereira – Director
Pedro Santos Pereira
Director

Crónicas Saloias

Pouco fraterno

7 de janeiro de 2017
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O mês de Dezembro costuma ser uma época de maior tolerância e proximidade para com o próximo, mas o de 2016 nem sempre foi assim aqui em Loures.

Mas comecemos pelo mais importante, as coisas positivas, que também existiram e diversas.

Abro as “hostilidades” com mais um grande reconhecimento público do Teatro IBISCO, essa companhia teatral que vai espalhando o nome de Loures por esse País fora, assim como diversos actores. Desta feita o reconhecimento veio do Alto Comissariado para as Migrações, que através do Prémio Comunicação 2016 – Pela Diversidade Cultural, contemplou o Teatro IBISCO na categoria de Diversidade no Guião. Uma distinção que honra o Concelho e, acima de tudo, as pessoas que fazem parte desta instituição cultural e social, com a Eunice Rocha, a Catarina Aidos, a Susana Arrais e todos os actores à cabeça. Estes sim são os verdadeiros premiados e oxalá nunca se esqueçam deles, porque o merecem e muito. Para terminar este tema é de sublinhar que o guião da peça foi escrito pelos actores. Parabéns, é um orgulho partilhar este Concelho com todos vós.

Outro ponto positivo mas, com ramificações negativas. Finalmente o município de Loures vai ter um Centro de Actividades Ocupacionais (CAO) para jovens e adultos com deficiência. Era triste que, uma terra com esta dimensão, não tivesse este tipo de valência. Uma decisão acertada por parte da Câmara Municipal, que estabeleceu um protocolo com a CREACIL. Sinceramente, para mim, este era um não assunto. Era tão óbvia a necessidade deste tipo de serviço, que jamais me passou pela cabeça que não fosse aprovado por unanimidade. Mas o Ser Humano é pródigo em inverter o que é simples e foi o que aconteceu em Reunião de Câmara, primeiro e em Assembleia Municipal, posteriormente. Entre abstenções e votos contra, vários foram aqueles que ficaram mal na fotografia. Principalmente os que se abstiveram, pois pior que uma má decisão é não ter decisão nenhuma. Estou em crer que muitos já terão feito o seu exame de consciência e se aperceberam da acção que tomaram.

Isto porque o espaço, em Moscavide, estava destinado a ser um Centro de Dia e prometido à CURPIM, numa Freguesia onde existem quatro (o da Paróquia de Moscavide, o da Paróquia da Portela, o da Santa Casa da Misericórdia e o da Junta de Freguesia). CAO no Concelho inteiro não existe nenhum. Portanto é uma questão de prioridade e de servir a população. Não faz sentido ser chauvinista, seja em que situação for, principalmente quando o que está em causa é dar a quem não tem.

Passemos a uma situação apenas negativa. Aquando da escrita destas linhas ainda não se tinha realizado a Assembleia de Freguesia da União de Freguesias de Sacavém e Prior Velho, cujo primeiro ponto era substituir o actual presidente, Filipe Vítor Santos. Se há coisa que todos prezamos e defendemos é a Liberdade. Depois, a esmagadora maioria defende a democracia. Ora estes dois valores fulcrais de um Estado de Direito só fazem sentido quando cada um tem o direito a defender-se e recorrer a todos os meios para justificar a sua inocência ou o seu ponto de vista. Enquanto houver possibilidades de recurso todos são inocentes e cabe aos tribunais decidirem e não a qualquer assembleia de freguesia ou outro órgão político. Misturar o poder judicial com o político é o primeiro passo para a ditadura, que ninguém gosta, mas que de vez em quando aparecem alguns a tentar juntar tudo.

Por fim, neste início de ano, foquemo-nos nas coisas boas e combatamos as negativas.

Bom Ano.

Este colunista escreve em concordância com o antigo acordo ortográfico.

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