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Opinião
Pedro Santos Pereira – Director
Pedro Santos Pereira
Director

Editorial

Onde há pessoas, naturalmente, existe o Bem e o Mal

3 de abril de 2017
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O Notícias de Loures teve o prazer e a honra de ser convidado para o 14º Simpósio da Paz, organizado pela Comunidade Muçulmana Ahmadia. Este encontro, como é tradição, realizou-se em Londres, apenas três dias após o atentado terrorista de Westminster. A comunicação social não falava de outra coisa, que não fosse o autor deste bárbaro acto, as suas motivações, origens e afins. Os muçulmanos, como é costume, estavam e estão sob fogo cruzado, independentemente da sua proveniência, da sua atitude, da sua opinião. Os rótulos estão colocados e a generalização passa a ser useira e vezeira. Uma sinédoque digna de Camões, em que julgamos a parte pelo todo. Felizmente ainda há pessoas que não usam essas figuras de estilo para tratar religiões, raças, géneros ou etnias. Várias foram as manifestações na cidade londrina a favor da tolerância, que não agradou a todos, a julgar pelas expressões de alguns transeuntes, mas que serviu para dar alguma tranquilidade àqueles que poderiam ser rotulados sem que nada tenham feito por isso.
Ora a Comunidade Ahmadia tem a sua maior expressão na Europa, precisamente, no Reino Unido, onde construiu a maior mesquita da parte ocidental do Velho Continente. Calculo que estivessem apreensivos, embora não tivessem motivos para tal, a não ser o tal problema da generalização. Mas isto só é possível de perceber para quem conhece, quem se preocupa em interagir, provavelmente a melhor forma de diminuir mal-entendidos, quezílias e discussões. Ora foi esta a mensagem que foi transmitida no Simpósio da Paz, por todos os intervenientes, em especial pelo Califa Hadrat Mirza Masroor Ahmad, líder da Ahmadia. Foi este um dos motivos que me levou a aceitar o convite, simpaticamente efetuado por Fazal Ahmad, a mensagem que esta comunidade religiosa profere, interpretando o Alcorão como um livro que transmite Paz, Igualdade, Compreensão, Fraternidade e Solidariedade. Posso dizer que, desde o dia do Simpósio, me sinto mais rico, pois tive a oportunidade de conhecer melhor uma Comunidade anfitriã, simpática e afável.
Além disso temos de parar de associar o terrorismo ao islão, não porque não existam terroristas islâmicos, mas porque a força maior que move estas pessoas não é a religião, mas sim outro tipo de interesses. A História ensina-nos que há quem se aproveite da Fé para alcançar outros objectivos.
Uma nota final para a representação portuguesa, que acelerou o tempo, fruto dos bons momentos passados.

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