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Opinião
Patrícia Duarte e Silva – Psicóloga Clínica
Patrícia Duarte e Silva
Psicóloga Clínica

A opinião da psicóloga Patrícia Duarte e Silva

Brincar também é difícil? (2ª Parte)

24 de maio de 2017
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No artigo anterior, falámos das crianças que preferem a televisão à brincadeira e das que não sabem perder. Hoje retomamos o tema com mais alguns exemplos ilustrativos de outras situações.
A criança que nunca brinca sozinha
Este tipo de criança necessita sempre do adulto ou de amigos para brincar. Pode ser uma criança que sempre ficou dependente do adulto para organizar as suas brincadeiras. Pode também não ter desenvolvido confiança nas suas capacidades ou, por outro lado, pode tratar-se de uma criança muito sociável que só se sinta bem quando rodeada por outras crianças ou de adultos com quem partilhar as suas brincadeiras.
Como ajudar?
Mantenha-se por perto enquanto a criança brinca, continuando a realizar as suas tarefas, veja-a brincar e comente ocasionalmente os seus atos. A sua presença por perto pode bastar para a tranquilizar e poderá ter mais tendência para tomar iniciativa.
Um material de jogo polivalente e simples, cujo domínio possa rapidamente adquirir, também lhe permitirá desenvolver confiança nas suas capacidades e descobrir o prazer de fazer algo individualmente.
A criança muito sociável, que deseja ter sempre parceiros com quem partilhar a sua brincadeira, deve igualmente aprender a brincar sozinha. Pode sugerir-lhe atividades cujo resultado possa mostrar aos outros mais tarde: fazer um desenho para a avó ou uma construção que seja mantida intata até que o pai/mãe regresse a casa.
A criança que não quer brincar com as outras
Esta criança prefere brincar sozinha, não apreciando ainda a companhia das outras crianças. Esta criança é normalmente mais reservada e um pouco apreensiva. São crianças que necessitam de mais tempo para sentirem prazer em partilhar/participar nas brincadeiras das outras.
Como ajudar?
Esta criança, que tem menos tendência para procurar a companhia de outras, ficará mais satisfeita se brincar com uma de cada vez.
Durante um passeio ao parque, há que dar-lhe tempo para observar as outras crianças e deixar-lhe a iniciativa do primeiro contato. É preferível respeitar o seu ritmo a forçar uma aproximação.

Brincar desempenha um papel fundamental no processo de socialização da criança, pois permite que se integre e se adapte ao mundo social. É a brincar e a jogar que a criança aprende a comunicar, a relacionar-se com os outros e a adquirir um sentimento de pertença em relação ao grupo de amigos.

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