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Patrícia Duarte e Silva – Psicóloga Clínica
Patrícia Duarte e Silva
Psicóloga Clínica

A opinião de Patrícia Duarte e Silva

Brincar também é difícil! (1ª Parte)

4 de abril de 2017
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Algumas crianças apresentam dificuldades na altura do brincar. Como podemos, enquanto pais e educadores, ajudar nestas situações? Abaixo apresento alguns tipos de crianças face a situações do dia-a-dia e a forma como podemos intervir positivamente:

A criança que prefere a televisão à brincadeira
A televisão convida à inatividade dado que é uma atividade que não requer iniciativa nem espontaneidade, por isso não pode nem deve preencher a vontade nem o tempo de uma criança brincar sozinha ou com outras crianças.

Como podemos ajudar?

Enquanto pais devemos tentar estimular os nossos filhos com outro tipo de atividades. Para evitar o visionamento abusivo da televisão, devemos limitar o tempo passado diante do pequeno ecrã. Para tal, um bom hábito consiste em evitar deixar o televisor ligado o dia inteiro e ligá-lo apenas para ver uma determinada emissão. Proponha ao seu filho 2 ou 3 emissões possíveis e convide-o a escolher a que prefere.
Outra alternativa possível é reservar tempo para assistirem a um programa de televisão em conjunto e deste modo transformar esta atividade num momento agradável partilhado em família.
Pode sugerir-lhe que invente histórias sobre os desenhos animados que acabou de ver ou que os desenhe.
Sabemos que pode ser tentador para os pais usar a televisão como uma solução fácil, afinal durante esse tempo a criança está distraída e podem ter tempo para fazer outras tarefas, mas tente não o fazer!

A criança que é má perdedora

É a criança que desiste facilmente da atividade lúdica e se zanga ou que se frustra rapidamente e não suporta não ter êxito à primeira. Ou ainda a criança que não aceita perder, pois logo que pressente que o parceiro obtém melhores resultados, interrompe o jogo e recusa continuar a brincar. Estas crianças só sentem prazer com o êxito imediato ou com a vitória.
Independentemente da razão, tal comportamento pode criar-lhe dificuldades tanto na escola como em casa.

Como podemos ajudar?

Na brincadeira, o insucesso não é dramático, visto que «é apenas uma brincadeira». Contudo, para a criança a frustração é bem real e a situação é levada a sério. Cabe-nos reconhecer-lhe o direito de se sentir frustrada perante o insucesso, por isso palavras como “É aborrecido quando não conseguimos, compreendo que estejas desiludida.” ou anteciparmos a dificuldade colocando a tónica no esforço, “Olha só, estás a trabalhar tanto!”.
Outra hipótese é oferecermos à criança jogos apropriados para a sua idade de forma a evitar insucessos e frustrações inúteis decorrentes de atividades demasiado complexas. Pode propor-lhe jogos de cooperação em vez de competição, como puzzles, pinturas, etc.
Por vezes, sem mesmo nos apercebermos, colocamos a tónica na competição familiar: “Quem se deita primeiro, se veste primeiro, está pronto primeiro?”

Não esqueçamos que o exemplo é o factor de motivação mais seguro.

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