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João Alexandre – Músico e Autor
João Alexandre
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Ninho de Cucos

Festivais de Verão – Antevisão

3 de maio de 2014
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Os “Festivais de Verão” em Portugal vieram para ficar. São hoje uma realidade incontornável da oferta musical, cultural e turística, distribuídos um pouco por todo o país e com especificidades que os ajudam a ganhar identidade e espaço próprios. São igualmente um conjunto de negócios associados e uma disputa de grandes marcas por notoriedade e, obviamente, retorno dos investimentos efetuados. Um estudo da GFK Metris revela que apenas 20% dos portugue- ses rejeita este tipo de eventos e que, em 2013, o número de espe- tadores de música foi superior ao número de espetadores total dos jogos de futebol da 1a Liga. Mas os “Festivais de Verão” de maior dimensão há muito que ultrapassaram fronteiras. Segundo Álvaro Covões da Everything is New e mentor, entre outros, do Optimus Alive em Lisboa, no ano passado foram vendidos cerca de 12.000 bihetes para o estrangeiro e 17.000 em 2012 (factor Radiohead). A internacionalização deste festival é um facto e bastará percorrer alguns metros dentro do recinto, para logo percebermos que por ali se fala muito mais que apenas português. Espanhóis (muitos), franceses, ingleses, alemães, ita- lianos, americanos, entre outros, habituaram-se já a ter em conta este festival referenciado por todo o mundo, pelo cartaz apresentado, pela cidade, pessoas, clima e preços. Numa breve antevisão sobre alguns destes maiores eventos para o corrente ano, sem des- primor pelas largas dezenas que se realizam em todo o país com diferentes objetivos e vocações, analisemos o cartaz proposto na presente data de 3 deles: Rock in Rio, Optimus Alive e Super Bock Super Rock.

Rock in Rio 2014

Realiza-se nos dias 25, 29,30, 31 de Maio e 1 de Junho no Parque da Bela Vista, em Lisboa. Auto- intitula-se como o maior festival de música no mundo, que tem como objetivo levar todos os esti- los de música aos mais variados públicos, abordando ainda os temas muito em voga da sus- tentabilidade e responsabilidade socio ambiental, de modo a cons- ciencializar as pessoas de que poderão também elas tornar o mundo num lugar melhor. É bonito! Relativamente ao car- taz, este festival confirma as pró- prias pretensões e é sem dúvi- da um evento para o povo em todos os sentidos. Há de tudo e para todos ainda assim com algum critério na divisão estilísti- ca por dias, o que por outro lado poderá condicionar a compra de passes, naturalmente substituí- da pela aquisição de bilhetes diários em função dos gostos de cada um. Robbie Williams com Ivete Sangalo e Boss Ac no 1o dia, Rolling Stones (provavel- mente uma última oportunidade de ver estes monstros sagrados ao vivo, apesar deste rumor já correr há uns 20 anos) e Xutos e Pontapés, no mesmo dia de Gary Clark jr. e Rui Veloso com Lenine (rock e fusão luso-bra- sileira), dia 30 com mais peso assegurado pelos Queens of the Stone Age (que regressam após uma grande concerto no ano pas- sado protagonizado no Meco) e Linkin Park. Dia 31 uma noite a piscar o olho a outro público, com a presença dos Árcade Fire, Wild Beasts, Ed Sheeran e os portugueses Capitão Fausto e no dia de encerramento um mix que inclui Justin Timberlake, Bombay Bicycle Club, o disco dos Chic, Linda Martini e João Pedro Pais com Jorge Palma.
http://rockinriolisboa.sapo.pt/

Optimus Alive

É em Algés, Lisboa, que decorre- rá nos dias 10, 11 e 12 de Julho o Optimus Alive, aquele que é provavelmente o Festival feito em terras lusas mais galardoado e referenciado lá fora, apresentado como um “Glastonbury Festival” mas com sol e praia. Num cartaz que aproveita e entra no rotei- ro dos artistas que tocam nesta altura por todos os maiores fes- tivais europeus, o Alive estreita a “banda” de público atingida, ainda assim muito larga e inter- nacional como atrás referido. Arctic Monkeys, Interpol, Imagine Dragons, Elbow no dia 10 de Julho, Black Keys, MGMT e Buraka Som Sistema no dia 11 e Foster the People, Bastille e Daughter no último dia. Estes são apenas as cabeças de cartaz, entre muitos outros, mais de 125, espalhados por seis palcos que garantem a presença de muita gente, muito consumo de cerveja, muita festa, substâncias mais ou menos legais e correrias de um para outro palco. É um festival urbano, onde muitos adquirem o passe porque a música e artistas apresentados se enquadram no padrão de rock e pop rock mais ou menos alternativo.
http://www.optimusalive.com/

Super Bock Super Rock

Realiza-se no Meco/Lagoa de Albufeira nos dias 17, 18 e 19 de Julho, precisamente uma sema- na depois do Alive. Após o fracasso da edição de 2012, fruto de um cartaz pobre em termos comparativos e que afastou muitos potenciais espe- tadores, o SBSR ajustou em 2013 um cartaz que teve Killers, Queens of the Stone Age e Arctic Monkeys como cabeças de car- taz e recuperou a credibilidade perdida e ofuscada pelo pó con- tínuo que, apesar de esforços, tende a persistir. Para 2014 os nomes fortes são para já Massive Attack, Eddie Vedder e Kasabian, juntamente com os portugueses Dead Combo e Legendary Tigerman. Parece- nos ainda pouco mas crê-se que mais um ou dois nomes de relevo garantirão o sucesso do evento.
http://www.superbocksuperrock.pt/

Aproveitamos ainda para des- tacar dois festivais a norte, nor- malmente com cartazes muito apetecíveis e, sobretudo, em locais muito aprazíveis como são o Optimus Primavera Sound no Porto (este ano com Pixies, Caetano Veloso, The National, Mogwai, etc), que decorrerá a 5, 6 e 7 de Junho e o Vodafone Paredes de Coura, o mais rural de todos, que se realiza num fan- tástico anfiteatro natural à beira rio, entre 20 e 23 de Agosto e que conta entre outras com as actuações de Franz Ferdinand, Beirut e Cut Copy. Muitas opções, muita música e alegria, momentos únicos para mais tarde recordar assim haja saúde e dinheiro nestes dias de crise agora vividos.

 

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