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Opinião do Professor João Pedro Domingues

Aeroporto do Montijo…. Já

9 de setembro de 2019
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Encontra-se em Consulta Pública o Estudo de Impacte Ambiental do Aeroporto do Montijo até dia 19 de setembro. Há muito que este tema está na ordem do dia, suscitando discussões acaloradas, com um argumentário diversificado e nem sempre objetivo.

É sabido que o Aeroporto Umberto Delgado - Lisboa, o qual tem uma parte significativa no concelho de Loures, está no limite da sua capacidade de utilização. Em 1970, o Aeroporto da Portela registou 2,2 milhões de passageiros, 5,3 milhões em 1990, 14 milhões em 2010 e 29 milhões no ano transato. E, até junho deste ano, já cresceu mais 6,6%.

O Aeroporto é o mesmo e continua só com uma pista. O aumento atrás referido, só foi possível por sucessivas obras, pela evolução tecnológica e pelo aumento da capacidade e ocupação dos aviões. Mas este sistema está a chegar ao seu limite.

O crescimento do Turismo tem sido constante nas últimas décadas, em especial na última, devido à tendência internacional do Turismo urbano, à estratégia de desenvolvimento turístico e ao reforço da marca Lisboa. Atualmente as limitações da infraestrutura aeroportuária são o grande obstáculo a um maior desenvolvimento do turismo. No presente ano já se registou uma pequeníssima estagnação da ocupação hoteleira (1%), mas que foi compensada pelo aumento da oferta em alojamento local.

Apesar do aumento da oferta em alojamento e das limitações do Aeroporto tem sido possível retirar mais rentabilidade do Turismo, o que só se pode justificar porque existe uma grande apetência pelo destino Lisboa.

Desta forma, é expectável que aumentando a capacidade aeroportuária, aumente o número de turistas, e, por conseguinte, a economia continue a ter aqui uma importante fonte de receita.

O Aeroporto Humberto Delgado está sobrecarregado, não só porque a operação da TAP inclui uma parte de passageiros que se destinam a Lisboa e outros pontos do País, mas também porque inclui, numa maior percentagem, passageiros que se encontram em trânsito para outros destinos, nomeadamente América e África.

O Aeroporto do Montijo situa-se a 25 quilómetros de Lisboa, e prevê a construção de uma ligação rodoviária desta infraestrutura à A12, e a beneficiação de uma estrada já existente, que permitirá o acesso ao terminal fluvial do Seixalinho, a partir do qual é possível efetuar a ligação fluvial Montijo para Lisboa.

Como referi o Aeroporto Humberto Delgado está perto do seu limite. No ano de abertura do Aeroporto do Montijo, prevê-se que apresente uma capacidade para 46 mil movimentos de aeronaves por ano o que corresponderá a cerca de 7,8 milhões de passageiros.

A solução do Campo de Tiro de Alcochete, defendida por muitos, não se apresenta como viável, em especial por não cumprir o requisito da urgência. Conforme é referido no Resumo não Técnico do Estudo de Impacte Ambiental, só o processo de preparação e implementação dessa solução, demoraria mais de 10 anos. Estima-se que a aplicar-se esta solução, só no setor do Turismo, a perda de receitas atingiria perto de 7,9 mil milhões de euros.

A expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa para o Montijo é fundamental. O adiamento de 1 ano na entrada em funcionamento do Montijo, terá um impacto de cerca de 600 milhões de euros só no setor do Turismo.

Conforme se afirma no documento atrás referido: “A construção de um aeroporto civil na Base Aérea do Montijo, afirma-se como a única solução atualmente viável para a expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa, por ser a única capaz de responder aos requisitos de urgência, capacidade, comportabilidade e acessibilidade, no contexto atual”.

Assim, e na minha modesta opinião, MONTIJO, JÁ.

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