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Concelhos de Odivelas e Loures

A PROBLEMÁTICA DO ESTACIONAMENTO

9 de julho de 2019
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É inegável que o estacionamento irregular, desordenado e desregrado é hoje um problema de fundo em áreas urbanas, sobretudo no litoral do país, por força do fluxo migratório que tendencialmente se tem vindo a adensar nos grandes centros urbanos, onde Lisboa, e áreas limítrofes, assume o primeiro lugar do pódio, vendo-se confrontada com uma crescente dificuldade em otimizar o espaço de forma a permitir que todos os seus habitantes, de uma forma urbana e ordenada, possam utilizar e ocupar o espaço público.

Os Concelhos de Loures e Odivelas, situados estrategicamente à volta do grande centro metropolitano, num primeiro anel concêntrico, e com enormes, várias e facilitadas vias de acesso, faz com que estes, ao longo desta última década, se constituam como zonas preferenciais para a habitação, concentrando hoje, estimativamente, quase 400000 residentes nas suas áreas de concelhia, com especial realce ao Concelho de Odivelas que, com pouco mais de 26 km2, albergará mais de 150000 pessoas.

Destarte, esta evolução, cada vez mais precária na gestão dos espaços, tem gerado frangibilidades de fundo, constantes e diárias, para os cidadãos, com cada vez maior dificuldade em conseguir arranjar um espaço para estacionar a sua viatura, levando a que, invariavelmente, o façam em condições de irregularidade estradal, pontual e particularmente penosas para os demais.

A Polícia de Segurança Pública, em concreto a Divisão Policial de Loures e Odivelas, confronta-se diariamente com dezenas de situações desta natureza, vendo os seus recursos alocados horas na resolução deste tipo de cenários, dando especial atenção, numa escala de prioridades a:

Estacionamentos em segunda fila que contendam de sobremaneira com o tráfego rodoviário;

Ocupações de bolsas de estacionamento criadas para pessoas de mobilidade reduzida;

Bloqueios nos acessos a garagens e demais propriedade privada;

Zonas de cargas e descargas;

Passadeiras, sobretudo junto a estabelecimentos escolares, hospitais e zonas de grande aglomeração de pessoas;

Ocupações de passeio que coartam a passagem de carrinhos de bebés e serviços de emergência.

Sensível a esta conjuntura, a Polícia tem desenvolvido uma estratégia multi setorial, que aposta não só na vertente sancionatória, dirigida casuística e clinicamente para locais onde o grau de perigo e penosidade é maior para as pessoas, optando também, não raras vezes, por ser pedagogicamente disciplinador, distribuindo avisos e flyers, almejando alertar e consciencializar primeiramente os condutores.

Em paralelo, conscientes da dimensão estrutural negativa que precipita muitas vezes o estacionamento caótico, a Polícia tem feito um esforço sinergético e simbiótico junto dos demais atores públicos que têm competências nesta matéria, mormente autarquias locais e estradas de Portugal, tendo em vista a obtenção de soluções que passam por uma reorganização do espaço público, ou melhoramento da sinalização rodoviária existente.

O ensejo passa por conseguir mitigar, pelo menos na parte, o estado demencial que se observa a este nível em algumas zonas dos concelhos, tendo em vista alijar a carestia que caracteriza esta conjuntura, arranjando alternativas responsáveis, sendo inegável o retorno positivo para a tranquilidade e bem-estar das pessoas que servimos, quer de forma direta, pela resolução do problema, quer de forma indireta, permitindo uma mobilização mais otimizada dos recursos policiais para problemas de maior escala.

O sucesso destas medidas estará igualmente dependente da forma como todos os cidadãos, também nossos parceiros, se consciencializem do grau de danosidade que esta conjuntura tem para as suas vidas e das suas famílias, e que a sua liberdade termina exatamente onde começa a dos outros.

 

Comissário Bruno Pereira

Chefe da Área Operacional

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