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Notícias | Social

A vila do Prior Velho ficou sem quaisquer dependências físicas de instituições bancárias

Prior Velho fica sem bancos após fecho de balcão da CGD

9 de julho de 2018
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O encerramento de balcões anunciado pelo banco público vai atingir o concelho de Loures, particularmente a freguesia de Sacavém e Prior Velho, que perde duas dependências. A vila do Prior Velho fica mesmo sem qualquer representação bancária. População e autarcas contestam.

A vila do Prior Velho ficou, desde o passado dia 29 de junho, sem quaisquer dependências físicas de instituições bancárias naquela localidade. A única que ainda não tinha fechado era a da Caixa Geral de Depósitos, que fechou portas no final do mês passado. Para tentar contrariar a decisão da administração de Paulo Macedo, a Junta de Freguesia de Sacavém e Prior Velho organizou uma manifestação em frente à dependência da Caixa do Prior Velho, que juntou várias centenas de pessoas.

No entanto, o primeiro-ministro, António Costa, anunciou, no Parlamento, não intervir em qualquer decisão da administração da CGD nesta matéria. “Se, em concreto é este balcão ou aquele balcão a encerrar, essa é uma matéria sobre a qual o Governo não intervém, nem intervirá porque temos o entendimento de respeitar a autonomia da gestão das empresas do Estado, limitando a nossa intervenção aquilo que é a sua intervenção estratégica”, afirmou o primeiro-ministro à comunicação social.

Autarcas de Loures contra encerramento de balcões

"É uma decisão catastrófica para a vila do Prior Velho, que tem mais de sete mil habitantes e muitas dezenas de empresas com milhares de trabalhadores", afirmou à Lusa, o presidente da Câmara Municipal de Loures, Bernardino Soares. “É já o único balcão bancário que aqui existe, é do banco público e o banco público tem obrigações especiais em termos de serviço público bancário", defendeu o autarca comunista.

Bernardino Soares sublinhou que os únicos responsáveis por este encerramento são a administração da CGD e o Governo, a quem compete poder ainda travar este processo. "Desmantelar progressivamente agências e balcões da CGD significa afastar a Caixa das pessoas, da população, do povo mais humilde e essa é a sua mais valia, enquanto serviço público e enquanto banco do Estado, pelo que, se deixar de ter isso também, irá entrar em crise", alertou.

Entretanto, os deputados do PS, Ricardo Leão – também presidente da Assembleia Municipal de Loures – e Susana Amador, antiga edil de Odivelas, enviaram questões ao Ministério das Finanças, relacionadas com o plano de fecho de balcões por parte da Caixa Geral de Depósitos. Para os deputados, este encerramento constitui "um evidente retrocesso em termos de serviço público e afigura-se como muito preocupante para toda essa população". Agora, os dois deputados pretendem também saber se a "administração da CGD fez algum estudo e/ou avaliação que sustente o encerramento dos balcões em causa" e se "são conhecidos os pressupostos em que assentou a avaliação e/ou o estudo e qual a razão para encerrar esses balcões, sobretudo numa localidade que não dispõe de mais nenhum serviço bancário".

Entretanto, também Fabian Figueiredo, dirigente nacional do Bloco de Esquerda e candidato à Câmara Municipal de Loures nas últimas autárquicas, contestou e repudiou o encerramento dos balcões da CGD naquelas localidades. Para Fabian Figueiredo, “um banco público tem como função servir as pessoas” e o encerramento de balcões “provoca grandes constrangimentos, sobretudo à população mais idosa”. Para o dirigente bloquista, “a Caixa é um banco que, por tradição, tem muitos clientes idosos, sendo que boa parte não sabe ou não está à vontade com as novas tecnologias, por isso, não usa serviços bancários online nem cadernetas digitais”.

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