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Notícias | Saúde

Sem Parceria renovada

Hospital Beatriz Ângelo

2 de fevereiro de 2020
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Este era o último dos quatro hospitais em PPP cuja decisão ainda não era conhecida. O primeiro a terminar contrato foi o Hospital de Cascais, seguindo-se o de Braga e o de Vila Franca de Xira.

Em comunicado, a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo — que representa o Estado neste processo — pouco mais adianta, a não ser que os passos seguintes estão em avaliação e recorda que o contrato produz efeitos até 18 de Janeiro de 2022. A decisão da não renovação deixa duas possibilidades em aberto: o lançamento de um novo concurso para uma nova PPP ou a reversão para a gestão pública.

Como já aconteceu com o Hospital de Braga. O PCP anunciou em comunicado a sua posição, referindo que uma gestão privada servia apenas “como forma de transferir e drenar para os grandes grupos privados verbas públicas avultadas” e “face ao agora anunciado, o PCP Loures considera positiva a não renovação da atual parceria com o Grupo Luz Saúde, mas regista com preocupação o facto de o Governo não esclarecer quais as suas intenções para a gestão futura daquela unidade de saúde e exige das entidades competentes uma redobrada atenção na garantia do cumprimento de todas as obrigações da atual gestão na prestação de cuidados de saúde à população servida pelo Hospital Beatriz Ângelo.”

Já o PSD de Loures pediu, no dia 19 de janeiro, a demissão da ministra da Saúde, Marta Temido, num comunicado em que manifesta “profunda preocupação” com a não renovação desta parceria. O PSD de Loures considera que “estas medidas em nada estão relacionadas com a melhoria da gestão e qualidade do serviço prestado aos utentes”, mas que resultam de uma “cedência do Governo PS à extrema-esquerda radical“, lembrando que “a geringonça e os seus vícios vieram para ficar”.

“A gestão ruinosa deste governo tem resultado em cuidados médicos necessários que são adiados sine die, falta de recursos técnicos e humanos que chegam a levar ao encerramento de serviços de urgência em várias unidades de saúde, todas elas de gestão integralmente pública e com os resultados que estão à vista”, referem na mesma nota.

A concelhia de Loures aponta ainda que, “em regra, a gestão de serviços em PPP teve como resultado uma significativa diminuição dos custos para o erário público e uma melhoria da qualidade dos serviços prestados à população” e que a não continuação desta PPP “será lesiva” para os utentes e contribuintes.

Do lado socialista, Ricardo Leão, contactado pelo NL, afirma que compreende a não renovação da PPP uma vez que as condições para uma parceria deste género mudaram, mas mais importante é que a qualidade dos serviços seja garantida e beneficie os utentes e que os postos de trabalho sejam mantidos, visto que a maioria deles beneficiam população de Loures.

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