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Notícias | Saúde

Com a aproximação do final das férias do verão é tempo de pensar no regresso às aulas…

A Saúde Escolar no “Regresso às Aulas”

31 de agosto de 2018
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Com a aproximação do final das férias do verão é tempo de pensar no regresso às aulas…

A Saúde Escolar é um programa que abrange toda a população escolar, coordenado centralmente pela Direcção Geral de Saúde (DGS) e que tem como objectivo maior a prevenção da doença e promoção da saúde nesta faixa etária, bem como nos diversos agentes envolvidos.

Dentro deste contexto é oportuno discutir temas relacionados com o “regresso às aulas”. No âmbito da prevenção da doença abordar-se-á o transporte escolar e a criança peão. Em relação à promoção da saúde serão discutidos os temas das mochilas, material escolar, lancheiras e termos bem como a alimentação saudável.

Quais as regras a ter em conta em relação ao transporte escolar?

O transporte escolar é uma prioridade a ter em conta visto que ainda existe uma significativa taxa de sinistralidade rodoviária em Portugal. Os sistemas de retenção (vulgo “cadeirinhas”) são indispensáveis e obrigatórios para transportar as crianças em segurança. As crianças com menos de 12 anos de idade e menos de 135 cm de altura são as principais visadas por este sistema de segurança devendo este ser adaptado à altura e peso da criança. Para além deste sistema deve associar-se sempre o cinto de segurança. 

Nas deslocações o que fazer?

Quando a criança se desloca a pé deve ter-se em atenção os potenciais perigos do percurso (travessia das passadeiras, entre outros) treinando a criança a evitar os mesmos. Deve-se ainda reforçar as principais regras de segurança e trânsito (olhar para os dois lados ao atravessar a passadeira/estrada; cumprir os sinais de trânsito; entre outros).

Que cuidados deve ter ao escolher o material escolar?

Na escolha do material escolar, a mochila assume o lugar de destaque. Como as crianças e jovens estão ainda em processo de crescimento apresentam um sistema musculoesquelético imaturo que contribui para uma maior vulnerabilidade e para um aumento da incidência de lesões por sobrecarga. As principais características de uma mochila adequada são:

- ser adequada à estatura da criança;

- não ser demasiado pesada quando vazia e quando com conteúdo não deverá pesar mais do que 10% do peso corporal da criança;

- ter alças largas e acolchoadas não devendo ser transportada na mão ou num só ombro (por exemplo evitar mochilas tira-colo e regular a mochila acima da anca);

Por fim, de preferência é adequado levar a criança no momento da compra para a experimentar.

Em relação aos restantes materiais escolares, é importante realçar que alguns materiais podem oferecer risco às crianças (materiais com tóxicos, risco de engasgamento, entre outros). Por isso, deve-se preferir canetas e lápis sem aromas ou perfumes, sem tampas ou com tampas perfuradas (evitando risco de engasgamento e asfixia). Nas réguas, esquadros e afins, deve-se verificar se a escala e os números são legíveis e preferir material sem arestas cortantes. Actualmente no mercado existem opções que vão de encontro a um consumo sustentável e ambientalmente consciente devendo preferir-se cadernos e agendas com folhas recicladas, lápis produzidos com madeiras certificadas de reflorestamentos e canetas fabricadas com materiais biodegradáveis.

Que cuidados deve ter no acondicionamento das refeições escolares?

Caso opte por a criança levar almoço para a escola, assegurar que os alimentos sejam devidamente acondicionados devendo para o transporte dar preferência a produtos que contenham a menção “próprio para alimentos” ou o seguinte símbolo:

Ter ainda em atenção a rotulagem e seguindo sempre as instruções de conservação.

Na escolha da ementa dar preferência à escolha de opções saudáveis privilegiando o consumo de vegetais, frutas, cereais, leite e água, evitando doces e refrigerantes.

Mensagem a reter:

Face ao aumento da longevidade da população portuguesa, a saúde escolar pode e deve promover interações sociais e de partilha entre indivíduos de idades distintas que valorizem os conhecimentos e saberes dos mais velhos, reconheçam os diferentes valores culturais, enriqueçam as trocas afectivas e conduzam a um envelhecimento activo e saudável.

 

Artigo redigido pelos médicos internos do ano comum no âmbito da saúde pública:

Ana Vitorino

Bruno Maurício

Pedro Carmo

Sob orientação da coordenadora da USP ACES Loures-Odivelas

Drª Elvira Martins

Os autores escrevem segundo o antigo acordo ortográfico

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