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Urbanismo

Câmara revitaliza centros urbanos

7 de maio de 2016
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A Câmara Municipal de Loures vai levar a cabo quatro projetos de revitalização em Loures, Moscavide, Sacavém e Camarate, obras de fundo que têm como objetivo trazer uma «alma nova» à economia daquelas localidades e melhorar a qualidade de vida de quem lá mora e por lá passa. Apresentados à população em quatro sessões públicas de esclarecimento, os projetos colheram aplausos, críticas e levantaram dúvidas a que o executivo camarário procurou responder. Em Moscavide, a sessão teve lugar a 29 de Abril e, como já é «tradição», provocou uma longa e acalorada discussão.

Os 4 irmãos gémeo

Executados por fases, todos os quatro projetos irão ter os seus impactos refletidos à medida que forem passando à prática. Similares em termos de valores, os projetos orçarão mais de um milhão de euros cada, embora o seu faseamento não seja exatamente igual. O prazo para o início das obras deverá ser simultâneo e passar pelo mês de Outubro

O grande objetivo é requalificar os centros urbanos de Moscavide, Sacavém, Loures e Camarate ao nível dos espaços públicos, infraestruturas, edificado, comércio local e coesão social. As obras pretendem promover a revitalização demográfica, económica e cultural, contribuir para a criação de mais emprego e melhorar a qualidade de vida das pessoas que habitam, trabalham ou usufruem destes centros.

«Fizemos uma avaliação prévia e chegámos à conclusão que Loures, Sacavém, Moscavide e Camarate eram os quatro centros que precisavam prioritariamente desta intervenção, face à sua importância», revelou António Pombinho, responsável pelo gabinete de revitalização urbana da Câmara Municipal de Loures.

Moscavide: «revolução» na avenida

Com início marcado para Outubro, as obras na Avenida de Moscavide vão afectar inevitavelmente, durante, pelo menos, seis meses, o comércio, o trânsito e o estacionamento na principal artéria da localidade, o que foi amplamente questionado pelos comerciantes presentes na sessão de apresentação do projeto. A proposta inclui duas fases de intervenção: entre a Avenida de Moscavide e o Largo da Igreja e deste local até à zona do mercado. O objetivo principal é equilibrar os espaços pedonal e viário, que atualmente é de 30 por cento para os peões e 70 por cento para os veículos. O projeto prevê ainda a plantação e a recolocação de árvores, a alteração de paragens de autocarro, o alargamento do espaço pedonal, a criação de 300 novos espaços de estacionamento público, a substituição da iluminação pública por LEDs e a redução do número de sentidos do trânsito, das vias de circulação viária e do limite de velocidade. O orçamento deverá rondar os 1,3 milhões de euros.

O projecto contempla igualmente a criação de uma loja de atendimento municipal, onde estarão disponíveis, nas antigas instalações da PSP, serviços da autarquia e dos SIMAR.

«As boas soluções resultam de um debate amplo com as pessoas que residem e trabalham em Moscavide e este projeto tem de ser participado por todos», disse na ocasião Bernardino Soares, presidente da Câmara Municipal de Loures. Destacando a importância do comércio para a identidade da vila, o edil defendeu que «Moscavide tem condições para ser a grande centralidade a oriente de Loures e de Lisboa e, enquanto polo de atração, deve expandir-se para zonas limítrofes».

O eterno problema do estacionamento

Finda a apresentação, o espaço de debate foi aberto à população, que se apressou a colocar dúvidas e a fazer apreciações. O tema mais falado foi, uma vez mais, o estacionamento na vila. Em resposta, o vereador António Pombinho defendeu que «o mercado precisa de mais dinamização, para ser a praça que Moscavide não tem». Quando confrontado com o problema do estacionamento, o Vereador respondeu que a autarquia está muito «atenta ao problema» e que «a oferta deverá passar pelo largo do mercado e pelo interior da vila».

O trânsito foi outro dos problemas abordados, sobretudo pela redução do número de vias de circulação na Avenida de Moscavide. Para vários comerciantes presentes, a obra pode fechar a porta e estrangular o trânsito na vila. O facto de passar apenas uma via de rodagem levantou ainda questões ao nível das cargas e descargas e da segurança e emergência hospitalar.

Garantindo que essas questões irão ser acauteladas, António Pombinho enumerou outras iniciativas de fomento à economia local, nomeadamente a «redução ou isenção total das taxas municipais de investimento». Além disso, o Vereador anunciou ainda a «criação de um instrumento de financiamento alternativo ao sistema bancário e com condições favoráveis ao investimento, que a banca atualmente não permite». O responsável enfatizou ainda a dinamização do mercado para atrair pessoas e fomentar o comércio em toda a Vila. Além do estacionamento, o mercado vai ter oferta de restauração e um espaço para festas e eventos.

No final da sessão, que se prolongou pela madrugada, a presidente da Junta de Freguesia de Moscavide e Portela estava satisfeita. «A mudança é sempre muito difícil, mas Moscavide tinha de ter alguma» disse Manuela Dias ao NL. «Considero que este projeto traz modernidade e melhores condições para os comerciantes», defendeu.

André Julião

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