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Notícias | Desporto e Lazer

Grupo Folclórico Verde Minho organiza uma festa que inclui desfolhada do milho

Concertinas para todos

1 de outubro de 2016
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Grupo Folclórico Verde Minho organiza em A-das-Lebres uma festa que inclui desfolhada do milho, encontro de tocadores de concertina e cantadores ao desafio e fogo-de-artifício. E todos os minhotos que vivem na região de Lisboa vão certamente responder à chamada e demonstrar a sua união.

A avaliar pelas inscrições já efe- tuadas, a organização prevê a participação no evento de mais duzentos e cinquenta tocadores de concertina, o que o torna o maior evento do género realizado na região de Lisboa. De diversas regiões do país, deslocam-se a Loures cerca de 40 grupos que levam consigo as tradições e os cantares das res- petivas regiões. Apesar de espaçoso, o local onde o encontro se realiza vai certamente ser exíguo para o numeroso público que ali vai acorrer, o que obrigará a organização a repensar a localização para futuras edições deste evento.

A iniciativa é do Grupo Etnográfico Verde Minho e tem lugar no próximo dia 22 de outubro, a partir das 15 horas. A recriação da desfolhada decorre no terreiro fronteiro às instala- ções do Grupo União Lebrense, em A-das-Lebres, no concelho de Loures. Os grupos de zés-pereiras percorrem as ruas da aldeia anun- ciando a festa com o rufar dos seus bombos. As moças exibem os seus trajes de trabalho carac- terísticos. Rapazes e raparigas cuidam de desfolhar o milho à procura da maçaroca... e do “prémio” da conversada! Não falta o vinho e o petisco oferecido aos trabalhadores que participam no serão.

Os trabalhadores da jorna recordam com nostalgia a juventude e a alegria de tempos idos. E, como a festa é minhota, dança-se o vira, a chula e a cana-verde. Como manda a tradição, não falta sequer a broa de milho e a boa pinga de vinho verde a lembrar costume antigo. Predominando no Minho a cultura de regadio, é por altura da festa de S. Miguel que ocorre o corte do milho e se seguem as desfolhadas. Para o minhoto, tudo é pretexto para a festa: o trabalho e a romaria, a religião e a gastronomia.

Em todas as ocasiões, o minhoto é alegre, levando sempre desse modo de vencida as agruras da vida, mesmo quando vividas em terras distantes. Para onde quer que vá, o minho- to leva consigo a alma grandiosa da sua terra e a cor da esperança porque o Minho é verde e o folclore... é Verde Minho! Remonta há mais de quatro séculos a introdução da cultura do milho no nosso país. A sua cultura foi iniciada no noroes- te peninsular onde a região do Minho se insere, tendo com o decorrer do tempo se propagado para outras regiões do país.

A cultura do milho teve origem nas Américas e foi trazida para a Península Ibérica nas naus do navegador Cristóvão Colombo, aliás Salvador Fernandes Zarco, oficialmente ao serviço dos reis de Espanha, secretamente ao serviço do rei D. João II, com o propósito de afastar os reis católicos da rota da Índia, levan- do-os a celebrar o Tratado de Tordesilhas.

Carlos Gomes

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