Anuncie connosco
Pub
Notícias | Atualidade

Plataforma para recolher denúncias e queixas

“Há Amianto na Escola”

12 de dezembro de 2019
Partilhar

Chama-se “Há Amianto na Escola” e é uma plataforma para recolher denúncias e queixas sobre a presença de amianto em escolas – públicas ou privadas - de todo o país. O objetivo é criar uma lista de âmbito nacional e ajudar as comunidades educativas a reivindicar junto das entidades competentes a remoção de amianto dos respetivos estabelecimentos escolares.

O Movimento Escolas Sem Amianto (MESA) e a associação ambientalista ZERO lançaram dia 7 de novembro o “Há Amianto na Escola”, um serviço nacional para a apresentação de denúncias e queixas sobre escolas que ainda têm amianto. Estas denúncias, que poderão reportar situações em escolas públicas ou privadas em todo o território nacional, serão depois acompanhadas e verificadas pelos responsáveis do MESA e da ZERO. Qualquer pessoa pode efetuar uma denúncia.

Para isso basta enviar um e-mail para amiantonaescola@gmail.com ou efetuá-la através de formulário on-line. Este canal de comunicação para recebimento e tratamento de denúncias sobre escolas com amianto será a base para constituir uma listagem, de âmbito nacional, de escolas com a presença deste material contaminante, que representa um perigo real para a saúde pública.

A criação desta lista nacional de escolas com amianto será tornada pública e disponibilizada online, com o objetivo de exigir junto das autoridades competentes um plano para a erradicação de todos os materiais que contêm amianto das escolas nacionais. “Esta pretende ser uma ferramenta acessível a todos e que permita conhecer o real estado do parque escolar no que se refere à presença de amianto, uma vez que não existe uma lista oficial pública e exata do número de escolas com amianto de norte a sul do país”, avança André Julião, coordenador do MESA.

“A dimensão do problema é porventura bastante maior do que o que as entidades oficiais reportam, pelo simples facto de o diagnóstico efetuado às escolas ser baseado, sobretudo e quase exclusivamente, na presença de fibrocimento, existindo muitos outros materiais potencialmente contendo amianto que podem não ter sido removidos nas escolas já sujeitas a intervenção onde apenas foi identificado e retirado o fibrocimento”, aponta, por seu turno, Íria Roriz Madeira, arquiteta e membro da ZERO.

Refira-se que o MESA e a ZERO já, por várias ocasiões, solicitaram ao Ministério da Educação e à DGESTE – Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares - uma lista completa das escolas que ainda contêm amianto, no entanto, essa lista nunca foi disponibilizada nem tornada pública.

Ambas as entidades têm mantido conversações com outras organizações do sistema educativo, como a FENPROF, sendo que estão já a ser estudadas novas formas de luta conjuntas para reivindicar a remoção total do amianto de todos os estabelecimentos de ensino em Portugal.

Última edição

Gala Notícias de Loures

Gala | Notícias de Loures

Opinião

Eleições

Newsletter