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Notícias | Atualidade

47 anos depois a história da Associação confunde-se com a do próprio bairro

AMSAC, o pronto-socorro de Santo António do Cavaleiros

8 de janeiro de 2018
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47 anos depois, a história da Associação dos Moradores de Santo António dos Cavaleiros (AMSAC) confunde-se com a do próprio bairro. Foi nos primeiros tempos após a criação deste bairro, precisamente em 1970, que a AMSAC surgiu como pronto-socorro para as muitas famílias recém-mudadas para esta localidade.

Razões para a sua fundação não faltavam e, segundo explicou ao NL Henriqueta Sabino, presidente da instituição, na altura, Santo António dos Cavaleiros «era um bairro muito bonito, mas sem uma única infraestrutura». Para minorar esta lacuna, a primeira preocupação da então direção foi «criar condições para que os moradores tivessem um sítio para convívio e, sobretudo, que tentasse resolver alguns problemas que iam surgindo no bairro, nomeadamente a nível das construções e das escrituras», continua a responsável, acrescentando que AMSAC funcionava como «uma espécie de junta de freguesia», servindo de elo de ligação entre a Câmara Municipal de Loures, os moradores e a empresa construtora da habitações.

Daí para cá passaram muitos anos. De acordo com Henriqueta Sabino, o crescimento da associação tem sido gradual e feito sempre com os pés bem assentes na terra. «O crescimento tem sido feito pouco a pouco, considerando que esta é uma instituição de fracos recursos financeiros e com muito trabalho a fazer junto da população». Aliás, conforme destaca a presidente, a evolução do trabalho prestado por esta instituição tem acontecido quase que «em simultâneo com as solicitações da população».

As respostas sociais às necessidades da população ganhavam novos contornos, à medida que Santo António do Cavaleiros se afirmava com um verdadeiro centro populacional. O aumento da sua população jovem traz uma nova fase na vida da AMSAC. Na ótica da presidente, faltava «um polo de apoio» para esta faixa etária, o que levou a que começassem a «abrir as portas para o desporto». É a partir daqui, do lidar com jovens e crianças, que a AMSAC caminha até abrir um jardim de infância e um Centro de Atividades de Tempos Livres (ATL), no âmbito de uma Instituição de Utilidade Pública para, em 1982, assinar os protocolos com a Segurança Social que a tornavam uma IPSS.

Novo Centro Comunitário

O sonho durava há 15 anos, mas no ano passado tornou-se uma realidade. Instada a comentar as mais-valias do novo espaço para a AMSAC, a responsável afirma que ele «veio trazer a possibilidade de termos as valências para as crianças aqui todas juntas, proporcionando-lhes melhores condições».

A par destes benefícios para as crianças, os idosos ganharam um centro de dia e de apoio domiciliário na nova sede da AMSAC. «Esta é uma necessidade premente, porque neste momento há só uma instituição que está a prestar estes serviços à população, sendo que já não consegue dar resposta aos muitos pedidos que lhe são feitos», explica Henriqueta Sabino, apontando que esta necessidade deve-se ao facto do «bairro ter hoje muitas pessoas acima dos 70 anos, volvidos 50 anos após a sua criação».

No que toca ao projeto do novo centro comunitário colocado à disposição da AMSAC, mesmo sendo ele antigo, consegue proporcionar às cerca de 140 crianças da associação «condições que nós não lhes conseguiríamos dar nas instalações anteriores, ainda que gastando muito dinheiro como fazíamos», frisa Henriqueta Sabino. O espaço, devidamente equipado e com uma cozinha bem apetrechada, tem capacidade para dar cerca de 80 refeições e ter cerca de 80 pessoas no centro de dia.

Candidatos para essas vagas não vão faltar. É que conforme avançou a sua presidente ao NL, a AMSAC tem recebido «muitos pedidos» para o centro de dia, mas por razões burocráticas, uma vez que o espaço ainda não foi legalizado junto da Segurança Social, esperam receber os primeiros idosos durante este ano.

Futsal consome boa parte dos recursos

O desporto atrai a atenção das muitas crianças que frequentam a AMSAC diariamente. Aqui reside, também, uma das maiores dificuldades desta instituição: manter esta atividade e honrar todos os compromissos no final do mês. Por esta razão «houve algumas modalidades que deixamos de praticar por razões financeiras», desabafa Henriqueta Sabino, realçando que sobreviveram a estas dificuldades a ginástica e o futsal, sendo o segundo a principal atração dos “miúdos”, contando hoje com sete equipas, inclusivamente uma de seniores, que milita na segunda divisão nacional da modalidade.

De acordo com a presidente da Associação dos Moradores de Santo António dos Cavaleiros, ver as crianças felizes é «uma das maiores conquistas da AMSAC» e, à mesma medida, «um dos seus maiores desafios. Dá-me ânimo e é muito interessante entrarmos numa sala e as crianças dizerem-nos bom dia com um ar satisfeito e feliz por estarem aqui, ou ir assistir a um jogo ou treino e ver o empenho, tanto deles como dos seus treinadores». Henriqueta Sabino não esconde ainda a sua satisfação por ver os seus meninos «darem tudo o que podem quando entram em campo para cada jogo de futsal, de modo a alcançarem os primeiros lugares na classificação».

Para 2018, e falando ainda de desporto, a presidente da AMSAC remata que o grande projeto desta direção é conseguir apoios para cobrir o antigo recinto desportivo, onde competiam anteriormente, isto após terem passado a jogar no pavilhão Humberto Delgado, na sequência de medidas que exigiram que todos os jogos fossem disputados em recintos fechados, o que «acarreta mais custos».

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