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Pedro Santos Pereira – Director
Pedro Santos Pereira
Director

Crónicas Saloias

Iniciativas, Pessoas e Associações boas

6 de fevereiro de 2017
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Loures foi o centro do Poder Autárquico durante dois dias, numa conferência nacional onde se debateram assuntos relacionados com o Poder Local. Uma iniciativa que foi um sucesso e à qual não faltou o Presidente da República (com o seu dom da omnipresença) para sublinhar a importância das freguesias e municípios na implementação da democracia. Não é por acaso que as eleições autárquicas são aquelas em que eleitores e eleitos têm uma relação mais próxima. Parabéns à Câmara Municipal, pela organização e objectivo cumprido.

Nesta edição do NL pode ler a entrevista de Fernando Costa, vereador do PSD eleito pela Coligação “Loures Sabe Mudar”. É um balanço da sua participação no poder Local em Loures, já em jeito de despedida, antes de se apresentar como candidato do PSD a Leiria, cidade onde nasceu. Uma despedida que, apesar de não o assumir, não foi totalmente desejada. Deixou a ideia de que se tivesse sido convidado pela Concelhia do Partido teria aceite. Infelizmente não foi. Fernando Costa terá sido, que me lembre, o candidato do PSD a Loures com mais qualidade e traquejo nestas lides. Apesar do desejo de concorrer a Leiria ser antigo, na entrevista deixou a certeza de que Loures não lhe sairá do coração tão cedo. E estou certo de que também não sairá da mente de muitos lourenses que, de modo surpreendente, o acolheram e acarinharam como sendo da terra. Se me permitem a gíria futebolística, os sociais-democratas de Loures “deviam ter segurado este talento”.

Se um possível candidato sai, outro entra. É o caso de Sónia Paixão. Ao que tudo indica será a candidata socialista, faltando apenas a ratificação da sua candidatura pelos órgãos nacionais do PS. A missão de derrubar a CDU estará bem encabeçada, mas afigura-se de grande dificuldade e a lista que acompanhará Sónia Paixão também terá influência. A oposição feita pelos vereadores socialistas, durante estes últimos três anos, tem vivido à conta da participação da futura candidata, com os outros três elementos menos eficazes e mais apagados. Diria até que dois estarão mais adormecidos e um é inexistente. Esta não parece ser, por isso, uma escolha estratégica, mas sim a escolha natural daquela que é, indiscutivelmente, a pessoa mais bem preparada deste Partido para tentar derrubar a liderança da CDU.

Por fim o Teatro IBISCO. Perdoem-me se sou repetitivo e vos trago o nome deste colectivo novamente, mas eles merecem. E não sou só eu que entendo isto, outros órgãos de comunicação social como o Público, o Diário de Notícias, a RTP e a SIC também pensam desta forma.

Desta vez encantaram e sensibilizaram a Gulbenkian com mais um espectáculo, o “Nha bairro, Nha casa”, levado a palco pelos kodés, o grupo de teatro dos mais pequeninos. Apesar de terem algum apoio da Câmara de Loures, começa a saber a pouco perante a sua cada vez maior relevância. Outras entidades, de fora do Concelho, têm apoiado e dado mais valor a esta ferramenta artística e social que a própria edilidade. E que fique claro que abomino o ditado “Santos da Casa não fazem milagres”.

Este colunista escreve em concordância com o antigo acordo ortográfico.

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