Anuncie connosco
Pub
Opinião
Pedro Santos Pereira – Director
Pedro Santos Pereira
Director

O pós-eleições

Entendam-se

15 de novembro de 2017
Partilhar

Como já foi noticiado na anterior edição do Notícias de Loures, houve alterações ligeiras na composição dos eleitos, tanto na assembleia Municipal, como no Executivo do Município. Mas mais importante que essas pequenas modificações, é a postura das diferentes forças políticas.

Apesar de uns falarem em cedências e negociações, como a CDU e outros adiantarem que irão fazer uma oposição responsável, como PS e PSD, a verdade é que não é essa a sensação que paira no ar.
Bernardino Soares no discurso efetuado, aquando da instalação dos novos órgãos municipais, começou por saudar todos os eleitos e sublinhando que uma das maiores conquistas do 25 de Abril foi o poder local, «a pluralidade representativa dos órgãos e a prática de diálogo e consenso que dela decorre». Realçou ainda que gostaria de ter a gestão participada com outras forças políticas, como aconteceu em mandatos anteriores, o último foi apenas mais um exemplo.
Até aqui tudo bem, um discurso que parecia de Estado, mas eis que a agulha vira e desata a enumerar os mesmos argumentos que utilizou para atacar o PS em 2013, aproveitando o momento para fazer um resumo daquilo que o seu Executivo fez durante os últimos quatro anos, assim como o que pretende fazer nos próximos quatro. Em sete páginas de discurso, quatro são a vangloriar-se ou a atacar os adversários. Este poderia, perfeitamente ser o discurso de encerramento de campanha da CDU, mas não foi, foi aquele que escolheu para a tomada de posse dos novos órgãos autárquicos. Há que saber escolher as palavras perante as circunstâncias, saber respeitar os adversários, principalmente quando estão manietados e não têm direito de resposta, como naturalmente foi o caso. Mais ainda quando vai precisar deles para construir pontes para um Concelho melhor. Como diz o adágio popular «não é com vinagre que se apanham moscas».
Não foi, seguramente, por este motivo que PSD e CDU não se entenderam como há quatro anos. André Ventura foi o grande responsável dessa quebra e afirmou que não pára até conquistar a Câmara, não tendo qualquer receio de ir a eleições daqui a um, ou daqui dois anos, traçando já hipotéticos cenários de uma queda da atual gestão.
O PS, através de Sónia Paixão, tem um discurso muito mais moderado, mas na realidade também não quis ser a muleta que a CDU desejava.
Esperemos que as posições não se extremem, apesar destes dados não indiciarem, no mínimo, bom senso, pois o mais importante é que o Concelho cresça.
Não podia deixar em branco a distinção que, novamente, um edifício do Concelho recebeu internacionalmente. O Centro Pastoral de Moscavide, desenhado pela Plano Humano Arquitectos, foi distinguido com o prémio American Architecture Prize de 2017, na categoria de Design Arquitetónico e Arquitetura Institucional. Mais um motivo de orgulho, num mês em que a Biblioteca Municipal José Saramago comemora mais um aniversário, ela que foi nomeada para diversos prémios de grande relevância, nacionais e internacionais, no panorama arquitectónico.
Para terminar, a Artelier?, uma companhia de teatro de rua que se continua a impor no mercado internacional. Mais um motivo de orgulho para todos os lourenses, que têm em Nuno Paulino um digno representante.

Última edição

Gala Notícias de Loures

Gala | Notícias de Loures

Opinião

Eleições

Newsletter