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Pedro Santos Pereira – Director
Pedro Santos Pereira
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Arte Pública do Concelho

2 de julho de 2016
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Depois do Caracol, Loures quer afirmar-se, da mesma forma, na Arte Urbana. Durante o mês de Junho foi criado o “Loures Arte Pública”, um evento que trouxe 100 artistas ao Concelho, 30 dos quais estrangeiros que, graciosamente, coloriram as freguesias do Município. Como acontece em qualquer Arte, o consenso não existe, uns apreciam, outros nem por isso. Mas mais relevante que o gosto individual é a iniciativa, que visa colocar Loures no mapa nacional e internacional, através de um produto em que não é pioneiro, mas que soube impulsionar no momento certo. As pinturas da Quinta da Fonte, na Apelação, deram o mote, as da Quinta do Mocho tornaram-se referência e agora, este evento, veio pulverizar, por todo o Concelho, esta característica recente. Que não ficará por aqui, porque a vereadora Maria Eugénia Coelho, do pelouro responsável pelo “Loures Arte Pública”, já garantiu a continuidade no próximo ano.

Numa altura em que a arte urbana prolifera, Loures posicionou-se há muito, com o Festival “O Bairro i o Mundo”, que serviu para lançar as sementes para a Galeria de Arte Pública da Quinta do Mocho e para este “Loures Arte Pública”. Dois exemplos em que o Social casou com a Arte. Mas não foi por acaso, foi porque existiu uma grande identificação entre o trabalho produzido (as pinturas) e a população que o recebia. É assim que se perpetuam pessoas, pensamentos, reivindicações, paixões, testemunhos e se combatem preconceitos. Se no início houve dúvida, hoje existe uma identificação. Creio que este será, eventualmente, o único ponto negativo deste “Loures Arte Pública”. Muitas pinturas de qualidade, mas pouca identificação entre o trabalho e a população que o acolhe. E não me estou a referir a críticas por querelas políticas, refiro-me mesmo ao isolamento da obra em relação ao meio em que está inserido. Não sou defensor de que se limitem os artistas, isto não é trabalho encomendado, nem pago, mas tem de haver ligação entre o que se faz e o que existe, independentemente da forma como se alcança.

Mas termino como comecei, a Arte Pública do Concelho já uma referência nacional e, pontualmente, internacional e isso é de valorizar.

Este colunista escreve em concordância com o antigo acordo ortográfico.

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