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Pedro Cabeça – Advogado
Pedro Cabeça
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A opinião de Pedro Cabeça

“Revitaeleições” e Gengis Khan

7 de agosto de 2017
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No mês de Julho a revitalização foi tema recorrente neste concelho de Saloios e, por via do “atabalhoamento” do impacto das referidas revitalizações, acabaram por aparecer por cá umas reencarnações, baratas, de Gengis Khan a atacar quem, de alguma forma, chamava a atenção para problemas decorrentes das revitaeleições, perdão, revitalizações.
Um dos erros de alguns desses Gengis Khan foi tentarem enxovalhar os mensageiros.
Efectivamente a revitalização era essencial e impunha-se há pelo menos três décadas e, muitos estudos depois, ninguém estará contra a revitalização da cidade. O que não podemos deixar de salientar é que essa revitalização devia ser bem planeada e não podia decorrer de um apetite de fim de ciclo, só para deixar finalmente alguma obra (neste caso em nossa opinião má obra).
E o que aconteceu foi demasiado grave para que não se chame a atenção de tal facto, com o objectivo de corrigir o que ainda puder ser corrigido.
Foram divulgados pelas redes sociais vários problemas de Segurança e foi, efectivamente, estranho ver os protagonistas autárquicos, e os seus “bobbis e tarecos”, atacarem quem identificou problemas, ao invés de resolverem (ou minimizarem) os problemas reais identificados.
Não fosse o assunto sério e até seria hilariante assistir a tanto pulo para a frente e para trás, com doses massivas de mentiras, etc.
Mas além da segurança temos um outro problema grave, decorrente da falta de planeamento, a asfixia (nalguns casos com morte) do comércio local. Efectivamente o comércio local tinha e tem momentos difíceis, alguns passavam por uma fase extremamente complicada só para garantir os mínimos de sobrevivência e, com profundo conhecimento desta realidade, o executivo não equacionou sequer soluções para prevenir a morte do comércio local em dificuldades, conformando-se aliás com a sua Morte. Com o argumento de que os que sobreviverem a isto, depois têm melhores condições. Considerações destas são sempre arrepiantes, porque não falamos só de comércio e estabelecimentos, estamos a falar de pessoas que vivem dos rendimentos provenientes daquele comércio, comércio esse que é gerador de vida e movimento na cidade.
Sei que neste caso, porque mensageiro me sujeito aos apetites impiedosos dos Gengis Khan, finjo apenas aproveitar a época balnear para distrair os seus ímpetos e talvez assim resista a um duro Mês de Agosto.
Deixo apenas um pequeno poema enquanto colhemos o Sol “DIÁRIO”
Seja o que for
Será bom.
É tudo.”
de Daniel Faria

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