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Pedro Cabeça – Advogado
Pedro Cabeça
Advogado

Mês de aprovar os impostos locais

Novembro ou a Esperança em dia de Finados

5 de novembro de 2016
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Aqui pelo mês de Novembro parece que me falta a inspiração, ou isso ou algum desalento provocado pelos ataques, no mínimo estranhos, de quem é alérgico à natural crítica (ou à democracia, às vezes tenho dúvidas) de um colunista local no Noticias de Loures.

Este será o mês de aprovar os impostos locais (IMI, Derrama, direito de passagem, etc), será o mês para aprovar o orçamento para o mandato e obras de 2017, mas o que temos para dizer de novo? Já esgotámos, sem qualquer retorno, este tema, demonstrando, lutando, apelando a uma coerente análise do que está/estava em causa.
Sinceramente, estou cada vez mais realista e já sei, e sinto, qual a função desejada para a Assembleia Municipal e seus representantes.

Sinceramente deste mandato já espero pouco, já me deixaram as esperanças rumo a outras paragens.

Já sei que os representantes da Assembleia não podem exercer os direitos que decorrem do seu cargo.

Já sei que os representantes na Assembleia Municipal não devem ter iniciativas inerentes às suas funções.

Já sei que neste mandato o que se deseja dos representantes municipais é que sejam silenciosos, canais de um executivo que parece proclamar-se imune ao erro e que, segundo o mesmo, só por má-fé, ou eleitoralismo, poderá ser questionado.

A verdade é que neste mês de Novembro, talvez influenciado pelas efemérides tradicionais, assimilo que os representantes na Assembleia Municipal têm de ter atitudes que lhes permitam almejar o Reino dos Céus e, assim, com um pouco de sorte, quando se finarem possam vir a ser Santos, ou no mínimo Beatos.

A verdade é que tal obrigação de silêncio e obediência parece ser a grande consolidação destes últimos anos.

Tenho pena e sinto que esta mágoa será certamente passageira, resta-me por isso acompanhar a minha esperança no rumo que estabeleceu a outras paragens e esperar que neste mês de Novembro, que é também de escolhas eleitorais, sejam confirmadas, apesar de todas as contrariedades, as vitórias previsíveis de Hillary Clinton para a Presidência dos Estados Unidos e de Guilherme Figueiredo para Bastonário da Ordem dos Advogados, evitando assim que posições, no mínimo, difíceis se consolidem neste mundo cada vez mais difícil.

E termino a citar Mia Couto “A esperança é a última a morrer. Diz-se. Mas não é verdade. A esperança não morre por si mesma. A esperança é morta. Não é um assassínio espetacular, não sai nos jornais. É um processo lento e silencioso que faz esmorecer os corações, envelhecer os olhos dos meninos e nos ensina a perder crença no futuro.” In “ E se Obama Fosse Africano?

Este colunista escreve em concordância com o antigo acordo ortográfico.

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