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Pedro Cabeça – Advogado
Pedro Cabeça
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Nervosismo da Passio Christi?

9 de março de 2017
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Aí vem a Quaresma, os dias de contrição e de introspecção antes da ressurreição de Cristo, ou para os crentes em ritos mais antigos, para o renascimento próprio da estação primaveril, que se anuncia, findo o período de Inverno.
Ainda há poucos dias fizemos a festa, nessa altura em que tudo vale.
Em diálogo com os meus botões, reflectia sobre o significado do Carnaval e da Quaresma e acabei por encontrar, em exercício de ironia, similitudes entre tais momentos e o ano eleitoral que vamos viver.
Depois da festa carnavalesca, que os partidos do executivo do poder local (CDU/PSD) se preparavam para fazer, num desfile alegórico nesta “gonça” (diminutivo de geringonça, em adaptação à coligação PSD–CDU que reina em Loures), que julgavam não ter fim, eis que surge a quarta feira de cinzas, carregada com a realidade e com o verdadeiro sentir da população.
O Carnaval tinha mesmo chegado ao fim. Afinal o que parecia não era, os personagens que se auto-proclamavam figuras ímpares do país acabaram, findo o período da folia, por tirar a máscara e mostrar a todos que o “sonho” era só um conjunto de promessas e a realidade era bem pior do que aquela que nos tinham falado num dia de Verão.
Os autarcas modelo afinal não existiam, o que tínhamos era propaganda para esconder uma máscara de austeridade, tipo Vítor Gaspar ou Maria Albuquerque, na face de um ex-parlamentar que nunca quis deixar de o ser, que não demonstra alma para ser poder executivo autárquico e que o melhor que consegue é ser bombeiro no matagal, da sua floresta partidária, cheio de focos de incêndio bem visíveis por todos.
Ora findo o Carnaval, e retiradas as máscaras, aí está a feia e séria realidade, afinal as pinturas demagógicas fingindo criaturas “fantasmagóricas” de um passado recente, não passaram de pinturas e ilusões. O glorioso futuro que prometiam nem se vislumbra, estamos em tempo de contrição e neste tempo já se vislumbra um evidente nervosismo, que não era previsível, de auto-proclamados autarcas de sucesso e de seu séquito, cegos por dogmas irredutíveis.
E quando nem se imaginava, o nervosismo precipitado e exuberante do girassol do poder autárquico instalado, faz raiar a esperança, no concelho de Loures, num renascimento lá para os idos de Outubro.
O que me leva a questionar: - Este alarido e nervosismo, das vermelhas figurinhas gravitacionais ao poder autárquico, será resultante de uma percepção da realidade, ou será apenas reacção à anunciada Passio Christi?

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