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Opinião
Pedro Cabeça – Advogado
Pedro Cabeça
Advogado

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Divagações de Maio?

7 de maio de 2016
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Neste mês de Maio reconhe¬ço alguma incapacidade em vislumbrar um Futuro, que está tão próximo, que mal o vejo. Não sei exactamen¬te o que este nos reserva, por isso a solução é mesmo olhar o Presente, sabendo que só se o olharmos, dare¬mos conta que aquele é já passado.

Com o aproximar dos balan¬ços e dos projectos para o futuro, no que respeita às autarquias, que cautelas vão ter os partidos no que se escreve e pretende para os próximos anos?

- Ainda falta tanto tempo - dizem-me.

Pois falta, digo eu, se pensar¬mos o Poder apenas numa lógica do quem e não do quê.

- O que valerá um quem, se não sabemos o quê?

A verdade é que hoje as pes¬soas, a quem importam ver¬dadeiramente os concelhos, estão, ao que me parece (ou quero eu que pareça), bem mais inclinadas para saber o que se pretende fazer, para depois saber se o quem será capaz de o fazer (reconheço que nem sempre é assim, às vezes, talvez demasiadas vezes, entendemos o quem, capaz para fazer o quê pelo seu percurso, porque lhe identificamos o Rasgo, por¬que acreditamos que será capaz, ou …. Porque sim).

Mas falta tanto tempo – repe¬tem. Pois... talvez.

E de divagação (ou talvez não) em divagação escrevo aqui sobre a(s) assembleias municipais, esse órgão máxi¬mo de um Município, por teo¬ria legítima, esse órgão que se anula por prática.

Na minha modesta opinião, os representantes eleitos nas assembleias municipais deviam afirmar-se mais atra¬vés das ideias, das propostas, deviam afirmar-se mais pelas dúvidas, pelas questões (os membros das assembleias devem estar sempre na idade dos Porquês).

O pior que pode acontecer numa Assembleia Municipal (é desta que falamos), é que os seus membros se anu¬lem exclusivamente ao ser¬viço das ideias dos outros, principalmente quando essas ideias nem sequer represen¬tam as ideologias com que se identificam, mas meras estratégias de Poder.

Reconhecendo a incapa¬cidade de meios para uma Assembleia Municipal exer¬cer devidamente a sua mis¬são fiscalizadora, urge que, sem fugir das suas compe¬tências, se reforce o seu papel criativo, urge dar asas a uma Assembleia Municipal que seja capaz de propor estratégias, de sugerir cami¬nhos, numa função muito além da mera correia de transmissão dos vereadores das Câmaras (executivos e não executivos), sem nada de inovador para o Concelho que servem. Não. Não pretendo que a Assembleia se substitua aos executivos, o que desejava é que as assembleias munici¬pais fossem o polo dinamiza¬dor das grandes ideias para os concelhos, sem os espar¬tilhos do Poder pelo Poder, ou da crítica pela crítica.

Em Loures, durante os últi¬mos anos, temos tido alguns exemplos (a meu ver muito poucos) de que esse cami¬nho é possível, pelo que é preciso Lutar pela Mudança, é preciso saber dirigir essa mudança criando os laços de harmonia, capazes de unir todos em volta do bem comum. E tudo isto só será possível se os eleitores do Município impuserem essa necessidade a quem os representa.

“O objecto principal da polí¬tica é criar a amizade entre membros da cidade”

Aristóteles
Este colunista escreve em concordância com o antigo acordo ortográfico

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