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Pedro Cabeça – Advogado
Pedro Cabeça
Advogado

A opinião de Pedro Cabeça

Competência e testosterona a bem do Município

17 de novembro de 2017
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Vem aí o frio, vem aí o desafio autárquico. Finalizado o processo de posse dos eleitos, começa, ou recomeça, o trabalho autárquico, num cenário de desafio evidente para todos. Este mandato será totalmente diferente, pois a força vencedora, apesar de ter perdido um vereador, acaba por optar (a meu ver bem) por um mandato sem coligações, assumindo sobre si o projecto que prometeu realizar. A tal governação minoritária não é estranha a opção do PS em não aceitar pelouros, colocando o centro da sua actividade politica na Assembleia Municipal (que venceu), estratégia que nos parece acertada caso não se reduza a uma estratégia meramente pessoal. Nem é estranho o facto de o PSD ter como cabeça de lista alguém tão polémico e que se coloca nos antípodas da ideologia dominante no Concelho.
No entanto não podemos ignorar que esta nova realidade política está construída sobre pilares que podem ser mais ou menos frágeis. Fragilidade ou força que começaremos a conhecer melhor a partir do próximo ano, consoante as posturas que maioria e oposição tomem. A verdade é que daqui a dois anos todo este cenário pode ser agitado, bastará à CDU impor os seus projectos sem escutar as exigências da oposição, ou a oposição impor estratégias à CDU impossíveis de suportar. Tudo dependerá de variados factores e, principalmente, de eventuais estratégias político-partidárias.
Uma coisa é certa, este mandato não será fácil para ninguém e vai ser precisa uma dose reforçada de estratégia e bom senso em prol do Concelho, porque daqui a dois anos a possibilidade de “legitimações” antecipadas são sérias. Legitimações que não se vão traduzir necessariamente em eleições antecipadas mas, não tenho grandes dúvidas, que daqui a dois anos, no máximo, existirá um teste à capacidade e à testosterona de todos os intervenientes políticos locais.
Tudo o que agora escrevo tem, evidentemente uma enorme carga de subjectividade, mas daqui a dois anos, mais ou menos por esta altura, já saberemos se esta crónica é um mero exercício de adivinhação muito falível, ou uma reflexão sobre o possível.
O que precisamos agora é de concentração naquilo que desejamos para o Concelho, o que precisamos é de convergência pela positiva em prol dos cidadãos deste Concelho.
A verdade é que ao escrever este texto posso estar completamente errado na análise que faço, mas como dizia Alexandre Herculano «Eu não me envergonho de corrigir os meus erros e mudar de opinião, porque não me envergonho de raciocinar e aprender».

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