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Pedro Cabeça – Advogado
Pedro Cabeça
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A opinião de Pedro Cabeça

Balanços e Vidências

8 de janeiro de 2018
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Findo um ano e chegam os balanços e as previsões, escolhem-se as personalidades do ano. Os comentadores tornam-se Videntes e fazem as costumeiras previsões para o Ano, muitos são os “zandingas” dos tempos modernos. Eu sou mais vocacionado para a História (genericamente mais segura, enfim a probabilidade de acertar é bem maior), mas não resisto obviamente a previsões (para as quais tenho forte queda para o falhanço, como adivinhar o euromilhões) e também faço balanços e uso a bola de cristal da política local.

Em balanço atrevo-me a problematizar que a autarquia CDU/PSD cometeu erros crassos, como a revitalização desastrosa (o partido que iniciou a obra tenta, agora, corrigir a asneira com comunicados e moções a favor da variante que sempre foi colocada como essencial), a aquisição ruinosa de dois edifícios (que efectivamente precisavam de intervenção urgente) e o assassinato, no mínimo negligente, do comércio local.

Ou dizer (repetir?) que o resultado eleitoral demonstrou a falência das estratégias partidárias em prol do improviso do momento.

Sobre os meus escritos de Vidência não arrisco muito e aproveito alguns pedacinhos de História (uma espécie de gelado com pedaços) para ter a “coisa” facilitada. Assim, posso dizer, com alguma segurança, que o PSD de hoje, e dos próximos meses, finge que não esteve com responsabilidades no executivo do passado e imagina novas propostas (algumas delas meramente especulativas) à imagem do seu novo líder, com uma paixão pelo escândalo, para uns, ou para o disparate, para outros. Confesso que vejo um PSD muito “criativo”, que durante 2018 marcará, para o bem e para o mal, a agenda.

Infelizmente tudo isto acontece quando estamos no momento ideal para exercer a Política pela positiva, que há tanto tempo defendo.

Ainda em vidência, diz-me a bola de cristal que em 2018, apesar de existir a grande oportunidade de fazer algo pelo concelho de Loures, se todos os protagonistas soubessem pensar o/no Concelho, uma vez que cada proposta da Câmara será negociada “peça a peça”, existe uma tendência para a oposição entrar no disparate de apresentar propostas irrealistas e não fundamentadas, que nunca tomaria se tivesse a Gestão do Concelho.

O PS, com a maioria na Assembleia Municipal, tem a obrigação de conseguir fugir ao Populismo de quem não irá gerir a Autarquia nos próximos anos. Será necessário fundamentar propostas, principalmente as que não agradem (por ortodoxias) ao executivo.

Devo dizer que, apesar de alguma distância (talvez essencial) com que tenho acompanhado o recém-nascido cenário político “Lourense”, vejo reforçado o que escrevi há bem pouco tempo, 2018 será um ano difícil para a afirmação, séria, da política local.

Infelizmente, já ouvi, por aí, os partidos da oposição estão a apresentar propostas sem convictas fundamentações, por olvidarem a discussão política das opções de Gestão do PCP. Como as palavras já excedem o previsto aqui fica o meu desejo de um Feliz 2018.

Este colunista escreve em concordância com o antigo acordo ortográfico.

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