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Pedro Cabeça – Advogado
Pedro Cabeça
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A opinião de Pedro Cabeça

A Primavera e as Políticas de Ambiente?

7 de março de 2018
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Ora ai está o mês de Março que traz consigo a Primavera, altura em que por via dos milagres da natureza olhamos naturalmente mais para o ambiente. Mas olhar, apenas, é pouco, precisamos de ir mais longe e reflectir sobre o que verdadeiramente pretendemos para a qualidade de vida e ambiental do Concelho.

As palavras que se dedicam ao Ambiente são apenas palavras, muitas das vezes usadas como máscara para disfarçar os males ambientais que se vão permitindo.
É um problema antigo com que os executivos se debatem, a dualidade entre o desenvolvimento, a sustentação de emprego e a qualidade ambiental essencial para o bem-estar de todos.

Mas a verdade é que se fosse clara a determinação, fácil seria dizer não quando, por via de alguma “chantagem” de empregos e da essencialidade económica, se pretendesse atropelar as condicionantes ambientais e nunca veríamos grande parte do que agora vemos no aviso, publicado a 6 de Fevereiro na 2ª serie do D.R, de alteração ao PDM do concelho de Loures.

O Município não pode apregoar, por um lado, uma ambição de políticas ambientais e ao mesmo tempo fechar os olhos a atentados, ou potenciais atentados, ambientais apenas e só porque cede às pressões de quem vê naturalmente o lucro sem qualquer consciência no que respeita ao ambiente (se fossem entidades com consciência ambiental nunca colocariam os executivos entre a espada e a parede, simplesmente cumpriam por sua iniciativa as regras ambientais).

Há pouco tempo ouvi, no Concelho, algumas palavras sobre a necessidade de compatibilizações entre a actividade industrial e a qualidade ambiental proporcionada aos cidadãos, por via da antiguidade de uma empresa e da sua importância no Concelho. Ora só quem se vê encurralado por condicionantes, que não seja a vida dos seus munícipes, pode colocar em dúvida que entre uma qualidade de vida saudável e uma vida pouco saudável e curta, se possa optar pela vida mais curta apenas e tão só porque isso pode “ajudar o município” economicamente.

A mim parece-me que neste momento, talvez por falta de verdadeira política ambiental, o Município está a ponderar demais o factor económico em detrimento da qualidade de vida dos seus munícipes. É ainda tempo de arrepiar caminho e travar, pelo menos, o ímpeto expansionista de empresas que colocam o executivo em situações complicadas como propor a alteração ao PDM, passando por cima de reservas ecológicas, ou fechar os olhos a atentados a árvores protegidas.

Nota: Estranho o silêncio do P.E.V. sobre questões ambientais no concelho de Loures, como as que vão ganhando dimensão.
“O que nós tomamos como garantido pode não estar aqui para os nossos filhos.“ Al Gore

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