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Patrícia Duarte e Silva – Psicóloga Clínica
Patrícia Duarte e Silva
Psicóloga Clínica

A opinião de Patrícia Duarte e Silva

O que é a educação parental?

31 de agosto de 2018
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São cada vez mais (re)conhecidas as dificuldades por que passam os pais ou outros responsáveis por crianças no que toca à sua educação. A sociedade moderna exige cada vez mais dos pais, enquanto educadores, ao mesmo tempo que coloca barreiras à sua participação plena na educação formal e informal dos filhos (e.g. horários de trabalho que dificultam uma satisfatória disponibilidade para a família). É também um facto que, com alguma frequência, os pais delegam na escola a sua responsabilidade, ou seja, atribuem à escola um papel que, em primeira instância, é o seu.

Entenda-se como educação de pais “um conjunto de atividades educativas e de suporte que ajudem os pais ou futuros pais a compreenderem as suas próprias necessidades sociais, emocionais, psicológicas e físicas e as dos seus filhos e aumente a qualidade das relações entre eles” (Pugh et tal., 1997, citado por Gaspar, 2003, p.1)

A educação parental assenta no pressuposto de que todos os pais e outros responsáveis pela guarda das crianças querem o melhor para as suas crianças e que as educam como sabem e/ou podem, por isso trata-se de auxiliá-los na sua missão de educadores, fornecendo-lhes informação, orientação e suporte. É importante ajudar os pais a reconhecer que são eles os primeiros e principais agentes da socialização das crianças e que, consequentemente, as suas atitudes para com elas são determinantes para o seu desenvolvimento harmonioso.

Uma das maiores perturbações que ameaça as famílias neste início de século é o stress. Os pais têm profissões cada vez mais exigentes e as crianças parecem ser cada vez mais exigentes também. Não existem regras mágicas ou soluções milagrosas, mas algumas dicas podem, sem dúvida, ajudar a transformar um dia potencialmente caótico em algo mais agradável.

Muitas vezes uma das consequências desta sociedade preocupada com o tempo é a má reputação que o verbo brincar adquire.

As opiniões divergem sobre a importância desta atividade intrínseca ao crescer. Mas o valor da herança associada ao brincar é incalculável!

As crianças precisam de dedicar mais tempo, não menos, a brincar, especialmente brincar ao faz de conta. Este tipo de brincadeira, mais ou menos livre, é fundamental para o desenvolvimento do pensamento simbólico, para a autorregulação e para a criatividade. Ao experimentarem uma variedade de símbolos, ideias e relações, através da brincadeira, a criança está a desenvolver ferramentas que lhe serão muito úteis para encarar os desafios futuros, nomeadamente a entrada para a escola. E, claro, os pais têm um papel fundamental nesta descoberta do mundo faz de conta! Um verdadeiro ensaio para o mundo real!

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