A imagem do padrasto e da madrasta
Mãe(drasta) e Pai(drasto) de hoje
6 de fevereiro de 2017
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“Hey I might not really be your mother
That don't mean that I don't really love ya
And even though I married your father
That's not the only reason I'm here for ya”
Alicia Keys - Blended Family
Nos contos infantis, a figura do padrasto e da madrasta está associada a pessoas, em geral, más, que substituem os pais verdadeiros aquando do desaparecimento destes. Madrasta, tal como a palavra mãe, é oriunda de mater, madre; contudo, ao contrário desta, tem uma conotação pejorativa e é usada ainda preconceituosamente.
Atualmente, o conceito de família tradicional está em mudança. Assistimos na nossa sociedade ao aparecimento de vários tipos de famílias, o que nos leva a concluir que a família é uma unidade dinâmica adaptável às mudanças sociais, políticas e culturais.
Desde já importa salientar que o papel de padrasto e de madrasta é fundamentalmente diferente do papel de pai e de mãe. Confundir tais papéis é sinónimo de conflito, muitas vezes sem resolução satisfatória.
A relação padrasto/madrasta - enteado(a) é uma relação morosa, frequentemente de avanços e recuos. Como em todas as relações, o amor e respeito conquistam-se. É necessário paciência, persistência, inteligência e sabedoria para lidar com situações de manipulação e controlo do enteado(a).
Como deve proceder? Embora não existam regras absolutas, é fundamental interessar-se pela vida da criança, descobrir pontos em comum e partilhar vivências. Contudo, se quiser evitar potenciais conflitos, deve deixar os aspetos educativos e de conduta para os pais biológicos sem deixar de apoiar a educação dada por estes. Em caso de discordância, fale em privado com o pai/mãe, evitando fazê-lo à frente da criança.
Importa, no entanto, que o novo casal defina desde logo à criança as novas regras da sua casa permitindo, por um lado, a inclusão pacífica do companheiro(a) e, por outro, o respeito pelos espaços e papéis de cada um na dinâmica da família.
Algumas dicas a considerar:
1. Inclua o seu enteado(a) no seu novo relacionamento, ele(a) não escolheu ser filho(a) de pais separados;
2. Esteja disponível – tente ter um papel positivo na educação da criança. Mostre que está disposto a fazer o que for necessário para que o relacionamento corra da melhor maneira;
3. Lembre-se de que o adulto é você. Cabe-lhe gerir as situações com bom senso e mestria.
A vida em família é uma eterna “negociação”. Não existem regras que sejam aplicáveis a todas, mas deve existir um denominador comum: uma família o mais funcional e harmoniosa possível, onde exista amor, respeito e partilha.