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Opinião
Patrícia Duarte e Silva – Psicóloga Clínica
Patrícia Duarte e Silva
Psicóloga Clínica

Resposta a algumas perguntas que são colocados pelos pais

Eu acredito no Pai Natal! E vocês?

3 de dezembro de 2016
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Com o Natal à porta, faço convosco uma pequena reflexão para ajudar a dar resposta a algumas perguntas que por vezes são colocados pelos pais em consultório.
Antes de mais, o Pai Natal é mais do que uma mera personagem do nosso imaginário, o Pai Natal representa os melhores valores do ser humano, o dar sem esperar nada em troca, a bondade e o sentido de dever (não descansa até entregar os presentes a todas as crianças), o sorriso afável e genuíno.

Com que idade se deve começar a falar no Pai Natal aos filhos?

Antes dos dois anos, a criança não tem a capacidade de integrar e vivenciar a história do Pai Natal, por isso há famílias que, em vez de falarem no Pai Natal, se focam em valores como a partilha e solidariedade ou falam no Menino Jesus.
O Natal é uma quadra que valoriza o vínculo familiar. Devido às diferentes realidades, é necessário construir novas formas de celebrar, novos motivos e valorizar o que temos e quem temos ao nosso lado.

Até quando é que as crianças devem acreditar no Pai Natal?

A criança acredita no Pai Natal até esta “personagem” lhe fazer sentido. É importante perceber a capacidade da criança para diferenciar a realidade da fantasia, situação que normalmente ocorre entre os seis e os sete anos, com o início da entrada para a escola. Frequentemente, acabam por descobrir por si próprias, em conversas com outros amigos, ou porque se apercebem que aquela voz familiar do Pai Natal é a do tio Pedro, por exemplo. Não existe, por isso, um momento a partir do qual deixa de ser aceitável acreditar nesta personagem festiva.

O Pai Natal não existe? E agora?

Cada criança tem uma entidade própria, por isso umas sentem que os pais lhe mentiram, outras encaram a verdade de forma natural, interiorizando esta nova realidade.
Se o seu filho lhe perguntar diretamente se o Pai Natal existe, uma boa resposta será devolver a pergunta: "O que é que tu achas?". Se ele disser: "Eu acho que o Pai Natal não existe", é porque ele já está preparado para ouvir a verdade. Fale com ele sobre o assunto, é importante esclarecer todas as dúvidas que possam daí surgir. Explique-lhe que o Pai Natal mora no país do faz de conta, assim como as outras personagens de que ele tanto gosta. Algumas crianças, mesmo depois de saberem da sua inexistência, gostam de manter a ilusão do Pai Natal por forma a prolongarem um pouco estes momentos de magia.

Como escrever a carta ao Pai Natal?

Deve aproveitar o ato de escrever esta carta como um momento em família.
Se o seu filho já sabe escrever, deixe que a tarefa seja dele! Aproveite para trabalhar com ele o saber lidar com a frustração e a capacidade de decisão que se traduz no número final de brinquedos que efetivamente consta na carta. Já agora, este ano, na Praça Luís de Camões, há um marco de correios para os miúdos enviarem cartas.

Aproveite também para o incentivar a criar ele alguns presentes de Natal, não só estimula a criatividade, mas também, ao trabalharem em conjunto, está a desenvolver as competências de entreajuda e de espírito de família. Essencialmente, não se esqueça de que Natal é partilha, por isso talvez seja boa ideia apelar ao seu sentimento de solidariedade. Porque não escolher de entre os brinquedos alguns para dar a outros meninos carenciados? Levá-lo inclusive a entregar pessoalmente a sua oferta?

Por último, acreditar no Pai Natal é inofensivo! Os contos de fadas e as histórias de fantasia incentivam o pensamento criativo e a imaginação, ajudando no desenvolvimento cognitivo das crianças. Nesta quadra, devem prevalecer os sentimentos de partilha, solidariedade, amizade e entreajuda, por isso… A todos um Feliz Natal!

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