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Patrícia Duarte e Silva – Psicóloga Clínica
Patrícia Duarte e Silva
Psicóloga Clínica

A crónica da psicóloga Patrícia Duarte e Silva

Educar para a felicidade

10 de março de 2017
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Numa sociedade onde os rankings escolares imperam, a ditadura dos TPC reina e o ser o melhor da turma é o objetivo final, o importante deve ser criar crianças maioritariamente felizes.
Os pais ou cuidadores não são pessoas perfeitas, mas querem o melhor para os seus filhos e educam-nos como sabem e/ou podem. É importante ajudar os pais a reconhecer que são eles os primeiros e principais agentes da socialização das crianças e que, consequentemente, as suas atitudes, comportamentos e valores são determinantes para o seu desenvolvimento harmonioso.
O ofício de mãe/pai não é tarefa fácil! Uma das maiores perturbações que ameaça as famílias neste início de século é o stress. Os pais têm profissões cada vez mais exigentes, vivem, com efeito, sob pressões de índole diversa e, em muitos dos casos, com pouco tempo disponível. Por seu lado, as crianças parecem ser cada vez mais exigentes também. Por isso, não existem regras mágicas ou soluções milagrosas, mas algumas dicas podem, sem dúvida, ajudar a transformar um dia potencialmente caótico em algo mais agradável.
Nesta sociedade preocupada com o tempo, brincar tem por vezes má reputação, sendo visto como uma atividade fútil e estéril; em suma, como uma perda de tempo. Não podemos esquecer que a infância é o tempo certo para brincar, dar largas à imaginação e à curiosidade.
Se as brincadeiras em família permitem, por um lado, criar uma maior proximidade nas relações pais/filhos, por outro lado, brincar também pode constituir-se como uma excelente forma de aprendizagem, quer para a criança, porque interage através do brinquedo ou da brincadeira, quer para os pais. Além do mais, é com muita alegria que as crianças veem os pais envolvidos nas suas brincadeiras, o que promove a confiança em si próprias e valoriza a sua autoestima.

Saliento a importância dos pais despenderem diariamente algum tempo a conviver e brincar com os filhos, sem a presença da televisão ou outro tipo de elementos distratores do género, assim como a ideia de que a qualidade desse tempo de interação com a criança se sobrepõe à quantidade de tempo passado junto dela.

A expressão e manifestação de sentimentos positivos, através do acto de brincar e do toque, e a verbalização desses sentimentos são muito importantes para as crianças. As crianças têm necessidade de criar vínculos de confiança, só assim têm em relação ao mundo que as rodeia uma atitude positiva que os ajudará a enfrentar os medos e as adversidades.

Outro aspeto muito importante a reter é o do elogio incondicional. O que é o elogio incondicional? É aquele que é verbalizado de forma plena, sem “mas” ou “porquês”. Dou-lhe um exemplo: A criança a ajuda arrumar a cozinha depois do jantar, sem que ninguém lhe tenha pedido. Então o pai/a mãe diz-lhe: “Muito bem! Estou mesmo contente! Tenho aqui um belo ajudante!”

Um elogio que é verbalizado de maneira incondicional, certamente terá um impacto mais significativo a nível da promoção da autoestima e autoconfiança da criança.

Resumindo: Elogie, brinque, partilhe, o seu filho não será criança para sempre, mas poderá ser com certeza um adulto feliz!

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