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Opinião
Patrícia Duarte e Silva – Psicóloga Clínica
Patrícia Duarte e Silva
Psicóloga Clínica

Psicologia

As boas mães erram!

8 de maio de 2018
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As mudanças sociais e profissionais das últimas décadas tiveram impacto na maternidade e no que simboliza ser mãe.

Pense o que significa para si a palavra mãe. Que palavra associa? Amor? Dedicação? Sacrifício? Realização Pessoal?

O nosso conceito de mãe é o de alguém que faz tudo por nós. É este o conceito com que fomos educados. É aquela pessoa que nos ouve quando mais precisamos, que tem a paciência que mais ninguém tem, que encontra sempre a palavra certa.

O que mudou? Talvez a exigência com que encaramos este papel e a exigência que recai sobre nós quando o adquirimos. A mulher tem que ser boa mãe, boa profissional, manter um grupo de amigas coeso, cuidar da imagem, ser independente, ter estabilidade financeira e psicológica, ir ao ginásio, viajar…

Conseguir compatibilizar o seu trabalho e a vida social, com o tempo que dedica a si e aos seus filhos, é um malabarismo constante.

Não se culpe por se querer sentir profissionalmente realizada, plena e satisfeita com a vida que leva. Se os pais forem felizes, os filhos também o serão.

O seu valor como mãe não se mede pele quantidade de tempo que passa com os seus filhos mas sim pela qualidade da relação que com eles estabelece. Não é a quantidade de tempo que importa mas sim a qualidade do vínculo que estabelecem, o estar ali para o seu filho, sem distrações ou interrupções.

Tente compartimentar as diferentes tarefas de acordo com os papéis que desempenha ao longo do dia. No trabalho, a profissional e fora do trabalho, a mulher/mãe/amiga.
É difícil encontrar o meio-termo, o que funciona para uma mãe pode não funcionar para a outra.

A palavra-chave é o equilíbrio!

Uma mãe que questiona as suas ações, que se interroga se poderia ter feito diferente, que percebe que a situação não ocorreu conforme o previsto, mas que percebe que ao errar tem espaço para poder agir de maneira diferente uma próxima vez, é uma boa mãe. Boa mãe no sentido de se permitir errar, de admitir que não sabe tudo e de encarar a maternidade como um processo de aprendizagem constante.

Para mim não há boas ou más mães, há sim mulheres com mais ferramentas que outras, com mais ou menos rede de suporte, oriundas de meios diferentes, com noções distintas do que é o melhor para os seus filhos, mas, acima de tudo, com o mesmo sentido de dever, o de tentar fazer o que é melhor para eles.

Um feliz dia da mãe!

Um beijinho para a minha, que me ensinou que tudo se faz mesmo quando parece impossível!

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