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Patrícia Duarte e Silva – Psicóloga Clínica
Patrícia Duarte e Silva
Psicóloga Clínica

Opinião de Patricia Duarte Silva

A Depressão

5 de novembro de 2018
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A depressão é uma doença mental que se caracteriza por tristeza mais marcada ou prolongada, perda de interesse por atividades habitualmente sentidas como agradáveis e perda de energia ou cansaço fácil.

Ter sentimentos depressivos é comum, sobretudo após experiências ou situações que nos afetam de forma negativa. No entanto, convém estar atento à duração da sintomatologia.

A depressão é uma doença silenciosa que pode afetar pessoas de todas as idades, incluindo crianças e jovens. Trata-se de um conjunto de sinais e sintomas que provocam um profundo sofrimento psíquico o que, por sua vez, leva a alterações comportamentais.

 

Qual a sintomatologia associada à depressão?

 

✓ Tristeza intensa, angústia, choro fácil ou apatia;

✓ Perda do interesse ou prazer pelas atividades antes prazerosas;

✓ Diminuição de energia ou cansaço excessivo;

✓ Baixa autoestima;

✓ Culpa e autocrítica excessivas;

✓ Alterações do sono (insónia ou sonolência excessiva);

✓ Alterações do apetite (diminuição ou aumento significativo);

✓ Dificuldades de raciocínio e concentração;

✓ Agitação intensa ou lentidão;

✓ Pensamentos recorrentes de morte ou suicídio.

 

Como se trata a depressão?

 

A depressão trata-se através de intervenções psicoterapêuticas, do uso de medicamentos, ou da conjugação de ambas.

Os medicamentos usados no tratamento das depressões são designados por antidepressivos. Estes medicamentos são muito importantes para o tratamento das depressões moderadas, graves e das depressões crónicas, podendo ser ainda úteis nas depressões ligeiras.

A psicoterapia é uma forma de tratamento, que geralmente é associada à terapia medicamentosa. O tratamento exclusivo com psicoterapia é reservado para os casos leves. Nos casos mais graves, muitas vezes é preciso esperar que o paciente melhore um pouco para que consiga iniciar a psicoterapia. Em casos específicos, como nos casos de depressão recorrente (em que o paciente apresenta vários quadros depressivos ao longo da vida), o tratamento com antidepressivos deve ser ainda mais longo, às vezes por toda vida.

 

Fatores de risco:

 

Pessoas com episódios de depressão no passado; Pessoas com história familiar de depressão; Pessoas que sofrem um qualquer tipo de perda significativa, mais habitualmente a perda de alguém próximo; Pessoas com doenças crónicas; Pessoas que coabitam com um familiar portador de doença grave e crónica; Pessoas com tendência para ansiedade e pânico; Pessoas com profissões geradoras de stress ou em circunstâncias de vida que causem stress; Pessoas com dependência de substâncias químicas (drogas) e álcool; Pessoas idosas.

 

Como se faz o diagnóstico?

 

O diagnóstico é clínico, baseado nos sinais e sintomas já descritos, bem como pela presença de doenças já existentes e de medicação que possa estar a tomar.

Não existem exames específicos que identifiquem a doença. Um exame completo é indispensável, uma vez que outras doenças podem apresentar sintomas parecidos aos da depressão ou podem piorar os sintomas depressivos.

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