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O NL em Londres

O Islão professa a Paz

2 de abril de 2017
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Este Simpósio é um dos principais eventos da Comunidade Islâmica Ahmadia, cuja organização foi efetuada pela 14ª vez e se realizou na maior mesquita da Europa Ocidental, na Mesquita Baitul Futuh, em Londres. O Simpósio promoveu uma compreensão mais profunda do Islão e das outras religiões, procurando inspirar um esforço concertado para a paz duradoura. O tema do Simpósio deste ano foi “Conflitos Globais e Necessidade de Justiça”.
Mais de 800 convidados participaram nesse evento exclusivo, incluindo secretários de estado, deputados, diplomatas, líderes religiosos e cívicos, jornalistas bem como representantes das diversas instituições de caridade e comunidades religiosas. Este Encontro serve também para entregar o Prémio Muçulmano Ahmadia para o Avanço da Paz, este ano distinguindo Setsuko Thurlow, uma japonesa que sobreviveu ao ataque de Hiroshima, atualmente a residir no Canadá, e que desde então tem encetado esforços para pôr fim ao uso de armas nucleares.

Declarações

Durante o seu discurso, Sua Santidade condenou o ataque terrorista da semana passada em Londres, classificando-o como uma «atrocidade bárbara».
Referindo-se ao ataque da última quarta-feira em Westminster, Hazrat Mirza Masroor Ahmad disse: «antes de tudo, gostaria de expressar as minhas mais profundas condolências a todos os afetados pelo ataque terrorista de quarta-feira em Westminster. Nossos pensamentos e orações estão com o povo de Londres nesta época trágica. Em nome da comunidade muçulmana Ahmadia, desejo expressar categoricamente que condenamos todos os atos de terrorismo e oferecemos sinceras condolências às vítimas desta atrocidade bárbara», rotulando todas as formas de extremismo e terrorismo como uma completa violação dos ensinamentos islâmicos.
Além disso, expressou sua dor com a continuação da guerra no mundo muçulmano, exprimindo também os seus temores sobre as tensões crescentes no resto do mundo. Perante isto, convocou as potências mundiais para travar a venda de armas.
Adiantou ainda, que é motivo de grande pesar que grupos extremistas muçulmanos tenham transformado certas mesquitas em "centros de extremismo", o que alimenta o medo e a desconfiança sobre o Islão entre os não-muçulmanos. Em contraste, disse que uma parte inerente da adoração de Deus era servir a humanidade e viver em paz com o povo de qualquer fé e crença. «Desta forma, ao invés de ficarem frustrados e propensos ao extremismo, eles deverão se tornar cidadãos responsáveis e fiéis de seus países, onde se desenvolvendo individualmente, acabarão por ajudar suas nações a progredir e inspirar outros a seguirem seus passos. Infelizmente, muitas vezes ouvimos políticos e líderes fazendo declarações inflamadas desnecessariamente, que estão comprometidas não com a verdade, mas com seus próprios interesses políticos. O Islão é uma religião que sempre consagrou os princípios universais de liberdade de religião, liberdade de consciência e liberdade de crença. Portanto, se hoje existem grupos ou seitas denominados de muçulmanos que matam pessoas, eles só podem ser condenados nos termos mais fortes possíveis. Seus atos bárbaros são uma completa violação de tudo o que o Islão representa».
Acrescentou ainda que «não pretende desculpar de maneira alguma qualquer ato terrorista, pois não há justificação possível e eles continuam sendo culpados e responsáveis por suas ações, no entanto, o senso comum dita que não devemos derramar petróleo em chamas. Pelo contrário, devemos buscar a compreensão mútua, respeitar as crenças dos outros e tentar encontrar um terreno comum. Assim, o Corão ensina-nos a construir uma sociedade multicultural pacífica, onde pessoas de qualquer fé e crença possam viver lado a lado. Os ingredientes-chave são respeito mútuo e tolerância».
É com base nestes ensinamentos islâmicos, a comunidade muçulmana Ahmadia tem estabelecido projetos humanitários em várias partes do mundo, servindo a humanidade e trazendo alívio para os necessitados.

A delegação portuguesa

A representar Portugal, além de Pedro Santos Pereira, diretor do Notícias de Loures, estiveram presentes Miguel Barros, adjunto do Gabinete do Ministro Adjunto Eduardo Cabrita, Paulo de Morais, candidato nas últimas eleições presidenciais e membro da Transparência e Integridade Associação Cívica (TIAC), Mendo Castro Henriques, Professor da Universidade Católica e presidente da Comissão Política Nacional do Partido Nós, Cidadãos, Francisco Godinho e Henrique Ribeiro, diretor e diretor adjunto, respetivamente, do semanário Odivelas Notícias. No dia 26 de março toda a delegação foi recebida pelo Califa Hazrat Mirza Masroor Ahmad.

A Organização

O evento decorreu dentro da maior serenidade, muito bem organizado e num clima de enorme simpatia. Tudo esteve preparado ao milímetro, desde as acomodações, passando pelos transportes e culminando na distribuição das pessoas pelo recinto.

 

A Comunidade Islâmica Ahmadia

A Comunidade Islâmica Ahmadia foi fundada em 1889 por Hadrat Mirza Ghulam Ahmad (1835-1908) de Qadian, na Índia. Ele afirmou ser o reformador esperado dos últimos dias e o esperado das religiões mundiais (o Messias e Mahdi dos últimos dias). A sua missão era reviver os ensinamentos pacíficos do Islão e gerar nos corações dos seus seguidores o amor de Deus e a paixão para servir a humanidade.
A Comunidade está estabelecida em mais de 206 países e encabeça um esforço internacional para promover a educação e a saúde em todo o mundo em desenvolvimento, bem como uma campanha global de paz para defender o respeito e os direitos humanos para todos.

Pedro Santos Pereira

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