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Cardeal D. Manuel Clemente

II Gala Notícias de Loures | Prémio Carreira -Reconhecimento

3 de abril de 2017
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Cardeal D. Manuel Clemente

Manuel José Macário do Nascimento Clemente nasceu em Torres Vedras a 16 de Julho de 1948. Foi o terceiro dos quatro filhos de Francisco e Maria Sofia. O pai explorava a moagem de farinhas que herdara da família e a mãe cuidava da educação e da saúde das crianças. Os quatro foram batizados e, por influência da mãe, receberam uma educação católica: iam à missa e à catequese. Manuel chegou a ser acólito do padre Joaquim de Sousa, que era notado pelo jeito simples e generoso. Em miúdo chegou a dizer que queria ser padre como ele.
Em rapaz, Manuel jogava à bola, brincava aos índios e aos cowboys no largo à frente de casa, mesmo ao lado da igreja de Santiago, em Torres Vedras, e tinha o hábito de ir à serração buscar restos de madeira para construir fortes. Além disso, gostava de dar grandes passeios a pé pelos montes das redondezas. Apaixonado por História desde essa altura, tinha uma atração especial pelo castelo.
Por pressão do pai, entrou em Direito. Só fez uma cadeira do primeiro ano. Às escondidas dele, mas com a conivência da mãe, matriculou-se em História.
Manuel Clemente tornou-se padre em 1979, aos 31 anos. Contra as expectativas do pai, que temia que a Igreja roubasse ao filho o futuro brilhante que ele lhe antevia, o padre Manuel Clemente foi sempre subindo na hierarquia, graças a um percurso académico exemplar e a uma grande coleção de escritos e livros que tem publicado. Em 1999, o Papa João Paulo II nomeou-o bispo auxiliar de Lisboa; em 2000, foi ordenado bispo no Mosteiro dos Jerónimos; e em 2007, Bento XVI entregou-lhe a diocese do Porto.
Após a sua ordenação presbiteral, desempenhou as funções de vigário paroquial coadjutor nas paróquias de Torres Vedras e Runa até 1980, quando foi nomeado para a equipa formadora do Seminário dos Olivais. Foi nomeado cónego da Sé Patriarcal em 1989. Entre 1989 e 1997 foi vice-reitor deste seminário e em 1997 foi promovido a reitor, sucedendo na altura ao recém-nomeado arcebispo coadjutor de Lisboa, D. José da Cruz Policarpo. Foi coordenador do Conselho Presbiteral do Patriarcado em 1996 e coordenador da Comissão Preparatória da Assembleia Jubilar do Presbitério para o ano 2000. É autor de uma vasta obra historiográfica, com destaque para títulos como: Portugal e os Portugueses e Um só propósito publicados em 2009 e Igreja e Sociedade Portuguesa, do Liberalismo à República.
É munícipe de Loures desde os anos setenta, morando no Seminário dos Olivais, uma ligação que apenas foi interrompida quando foi nomeado Bispo do Porto.

Algumas distinções:
Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo outorgada pelo Presidente da República Portuguesa Aníbal Cavaco Silva a 11 de maio de 2010 e imposta a 30 de agosto de 2010, atribuição enquadrada na Visita Apostólica de Bento XVI a Portugal.
Medalha Municipal de Honra da Cidade do Porto e o título de “Cidadão do Porto” pela Câmara Municipal do Porto a 25 de abril de 2011.
Medalha de Honra do Município e o título de "Cidadão Honorário de Vila Nova de Gaia” atribuída pela Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia a 24 de abril de 2012.
Prémio Pessoa, em 11 de dezembro de 2009, por ser “uma referência ética para a sociedade portuguesa no seu todo”, o primeiro dignitário da Igreja a receber esta distinção.

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