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Notícias | Saúde

Luz Solar – Benefícios e Malefícios

Exposição Solar

2 de julho de 2016
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Com a chegada do verão e das férias, existe uma tendência crescente em expormo-nos à luz solar. Embora a maioria da população esteja ciente dos malefícios da exposição solar exagerada, muitos não sabem que o sol proporciona, igualmente, benefícios significativos para a saúde individual.

Quais os seus benefícios?

• Vitamina D e fortalecimento ósseo

A vitamina D é essencial para o equilíbrio do cálcio no nosso organismo, através da sua transformação na pele, aquando da exposição aos raios UV-B presentes na luz solar. Ela permite assim a absorção eficiente do cálcio da dieta e assim a formação de ossos saudáveis. Desta forma, através da exposição solar equilibrada, podem ser prevenidas algumas doenças, nomeadamente o Raquitismo nas crianças e a Osteoporose nos adultos.

• Humor e bem-estar psicológico

O conceito de saúde não implica somente o bem-estar físico ou a ausência de doença. Na verdade, o equilíbrio mental e social também é fulcral. Desta forma, a luz solar adquire particular importância na regulação positiva do humor e na redução do risco de depressão, ao proporcionar a libertação de serotonina no cérebro. Assim, sentir-se-á mais concentrado, calmo e com maior rendimento nas suas actividades após a exposição solar.

• Saúde da mulher

Também os distúrbios do humor pré-menstrual e da grávida são positivamente influenciados pela luz do sol, diminuindo a incidência de tensão pré-menstrual e de depressão na gravidez, contribuindo assim para o bem-estar da mulher.

• Regulação e melhoria da qualidade do sono

A luz adquire particular importância na regulação dos ciclos de sono-vigília, através da produção de melatonina (hormona que ajuda a dormir). Por outras palavras, a luz solar durante o dia aumenta, de forma natural, a produção desta substância durante a noite, permitindo um sono correcto e reparador.

• Doenças da pele

A radiação solar, através dos raios UV-B, apresenta profundos efeitos na saúde da pele. Se, em exagero, é verdade que implica alguns malefícios, em correcta quantidade esta exposição pode influenciar de forma positiva os sintomas de algumas doenças dermatológicas, como a Psoríase, a Dermatite atópica, a Esclerodermia e o Vitiligo. Com base nestes achados, são atualmente utilizados tratamentos de fototerapia, à base de radiação ultra-violeta, para o controlo das doenças supra-citadas.

• Outros efeitos benéficos

Têm sido documentados, em vários estudos científicos, alguns efeitos benéficos, ainda não totalmente esclarecidos, referentes à diminuição da incidência de algumas doenças como a Esclerose Múltipla, o Lúpus Eritematoso Sistémico e a Fibromialgia. Ainda, de forma igualmente surpreendente, tem-se verificado que nos países com maior tempo de exposição solar existe menor prevalência de alguns cancros, como o cancro do cólon, do ovário e da próstata. Contudo, esta relação merece ainda maior investigação, tendo em conta os efeitos nefastos da exposição solar excessiva no que toca às doenças e tumores da pele.

Quais os seus malefícios?

Se por um lado a energia solar e a sua radiação apresentam inúmeros benefícios, por outro a exposição irresponsável à mesma poderá acarretar algumas consequências prejudiciais à saúde humana.

A curto prazo, uma exposição solar excessiva poderá causar queimaduras e algumas doenças oculares (fotoqueratite e retinopatia solar).

A longo prazo, esta prática está associada a alterações mais benignas da pele, como o seu envelhecimento precoce, bem como alterações mais graves, das quais se destaca o melanoma. De referir ainda algumas lesões oculares, como o desenvolvimento de catarata e degeneração macular, que podem ser verificadas aquando da exposição crónica à radiação solar.

Exposição responsável à luz solar

Equilíbrio na exposição à luz solar, seguindo alguns princípios fundamentais, tais como:

- O período compreendido entre as 10h00 e as 16h00 deve ser evitado, pelo maior risco de queimadura;

- Utilização de protector solar (preferência factor superior a 15);

- Utilização de óculos de sol e chapéu de abas largas;

- Hidratação e alimentação adequadas ao longo do dia, com dieta fraccionada rica em fruta e vegetais frescos;

- As crianças com menos de 12 meses de idade devem evitar qualquer exposição ao sol. A partir dessa idade, para além dos cuidados anteriormente referidos, as crianças devem usar sempre chapéu e t-shirt para limitar a exposição excessiva à luz solar;

- A exposição, durante 5 a 15 minutos, apenas nos braços, mãos e face, duas a três vezes por semana é o suficiente para beneficiar dos efeitos positivos da vitamina D.

Jean-Michel Fallah, David Gonçalves Ferreira, Ana Rita Gomes (Internos do Ano Comum)

Unidade de Saúde Pública, ACES Loures-Odivelas. Coordenadora – Elvira Martins

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