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Notícias | Saúde

Temperaturas mais baixas

Cuidados redobrados

30 de novembro de 2017
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O Instituto Português do Mar e Atmosfera tem descrito fenómenos meteorológicos progressivamente mais extremos nos meses de verão e inverno. São observadas temperaturas mais elevadas durante o verão (junho – setembro) e mais diminutas nos meses de inverno (dezembro – fevereiro). Essas alterações extremas de temperaturas estão associadas a aumentos de admissões hospitalares devido a quadros patológicos associados aos fenómenos climatéricos. Nos meses de inverno, ocorre aumento do número de consultas e admissões nos serviços de urgência hospitalar devido a doenças respiratórias e descompensação de doenças crónicas, nomeadamente doenças cardiovasculares e diabetes.

Nesse período verifica-se simultaneamente o aumento de incidência do vírus da gripe sazonal, com uma relação direta com o aumento da utilização dos cuidados de saúde e implicações na saúde das populações. As patologias referidas afetam especialmente as populações de risco, nomeadamente, idosos, crianças e pessoas com doenças crónicas. Neste contexto, a Direção Geral de Saúde promove, desde 2004, a implementação de planos de contingência, de forma a minimizar os efeitos das temperaturas extremas nas populações, especialmente nos grupos de risco. Entre 1 de outubro e 30 de abril, encontra-se em vigor o Módulo de Inverno do Plano de Contingência de Temperaturas Extremas Adversas.

Durante o período de baixas temperaturas, cada individuo deve assegurar: a climatização do interior da sua casa de forma a manter temperaturas entre os 18 – 21ºC, dando primazia à sala e ao quarto; ventilar adequadamente a casa se utilizar lareiras, braseiros ou salamandras, procurando prevenir acumulação e intoxicações por monóxido de carbono; não recorrer à utilização de fogão a gás, forno ou fogareiro a carvão como medida de aquecimento, de forma a prevenir intoxicações por monóxido de carbono; evitar dormir muito perto da fonte de calor; apagar ou desligar os sistemas de aquecimento antes de se ir deitar; vigiar corretamente a utilização de botijas de água quente, de forma a prevenir queimaduras; manter a pele hidratada, sobretudo das mãos, pés, rosto e lábios, ingerindo maior quantidade de água e aplicando produtos hidratantes; utilizar várias camadas de roupa, em vez de uma única mais grossa e evitar utilização de roupa demasiado justa; proteger as extremidades do corpo com recurso a luvas, cachecol e gorro; utilizar calçado adequado e evitar andar descalço.

No plano alimentar: deve-se fazer refeições mais frequentes; dar preferência a consumo de alimentos como sopas e bebidas quentes; aumentar o consumo de alimentos hortícolas e frutas; evitar alimentos fritos e com muita gordura ou açucarados; evitar bebidas alcoólicas, que promovem a perda de calor e arrefecimento corporal.

Em relação a atividade física: deve manter a prática habitual de exercício físico; evitar a prática de exercício ao ar livre caso ocorram situações de frio intenso; proteger-se com roupa adequada se existir necessidade de trabalho ao ar livre; fazer pequenos exercícios com as mãos, pés, braços e pernas para evitar o arrefecimento corporal; evitar caminhar sobre gelo devido ao risco de quedas; procurar manter-se seco e evitar manter roupa transpirada; beber água antes, durante e após a atividade física de forma a prevenir desidratação.

No contexto das baixas temperaturas, é muito importante a prevenção de doenças respiratórias. Dado a existência de uma sobreposição entre os períodos de baixa temperatura e o aumento do número de casos de gripe, uma estratégia fundamental na sua prevenção é a vacinação contra a gripe sazonal que se encontra disponível nas unidades de saúde, sendo fortemente recomendada no caso de pessoas com idade igual ou superior a 65 anos e pessoas que, independentemente da idade, possuam doenças crónicas. Ainda nesse âmbito, a vacinação contra o Streptococcus Pneumoniae também consiste numa importante medida de prevenção de pneumonias provocadas por esta bactéria, possuindo particular importância nas pessoas que possuam doenças crónicas.

No caso de apresentar sintomas como tosse e espirros, uma das medidas de prevenção de contágio de agentes respiratórios passa pelos cuidados de etiqueta respiratória, definida como um conjunto de medidas que visam a contenção de secreções respiratórias, minimizando a probabilidade de transmissão de doenças infeciosas respiratórias. As medidas de etiqueta respiratória englobam o cobrir a boca e o nariz ao espirrar ou tossir, utilizando um toalhete de uso único para conter as secreções respiratórias; em alterativa ao toalhete, pode-se tossir ou espirrar para o braço/manga; e evitar tocar nos olhos, boca ou nariz. É muito importante uma correta higienização das mãos, realizada várias vezes por dia e sempre que se espirre ou tussa, procurando prevenir a transmissão de doenças respiratórias.

O Agrupamento de Centros de Saúde de Loures-Odivelas dispõe de serviços de atendimento complementar na Póvoa de Santo Adrião e em Moscavide, que funcionam nos dias úteis entre as 18h e as 22h e ao fim de semana entre as 10h e as 20h. Cada unidade de saúde dispõe de um período de consulta aberta, onde o utente poderá ser observado em situação de doença aguda. Para mais informações, deve consultar o seu centro de saúde para saber da disponibilidade e horários das consultas abertas. Em caso de doença, deve como primeira alternativa entrar em contacto com a linha telefónica SNS24 (808 24 24 24), que lhe dará as primeiras orientações clínicas e fará o encaminhamento ao Serviço de saúde mais adequado à sua situação.

Manuel Bragança Pereira - Médico Interno de Saúde Pública na Unidade de Saúde Pública do ACES Loures-Odivelas
Luciana Bastos - Autoridade em Saúde e Especialista em Saúde Pública na Unidade de Saúde Pública do ACES Loures-Odivelas
Cátia Rodrigues - Técnica de Saúde Ambiental na Unidade de Saúde Pública do ACES Loures-Odivelas

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