Anuncie connosco
Pub
Notícias | Saúde

No âmbito do projeto Loures Saudável

A Saúde do Concelho de Loures

8 de maio de 2018
Partilhar

O Perfil de Saúde do Concelho de Loures surge no âmbito do projeto Loures Saudável, que decorre de um outro projeto mais abrangente da Organização Mundial de Saúde (OMS) – Cidades Saudáveis, o qual reúne informação sobre os indicadores de saúde do concelho.

Neste documento estão refletidos os principais fatores que influenciam a saúde da população e são identificadas necessidades de intervenção nesta área, que visam a melhoria da qualidade de vida da população do concelho de Loures.

Perspetivar trabalho futuro

“Este diagnóstico parte de vários pressupostos: primeiro, precisamos de saber mais para intervir melhor. O conhecimento da realidade e das suas diversas vertentes é um aspeto essencial para tomar boas decisões políticas e para orientar e reorientar os programas de políticas públicas, que temos em cada área e, em particular, na saúde”, afirmou o presidente da Câmara Municipal de Loures, que marcou presença na sessão de abertura desta apresentação. “Pretendemos que este perfil esteja sempre em atualização e nos permita perspetivar a continuação deste trabalho no futuro. A Câmara realizou um estudo sobre estilos de vida e saúde no concelho há nove anos, tendo chegado a altura de reeditar essa iniciativa”, acrescentou.

“Um segundo aspeto essencial”, continuou, “é que é preciso ter uma visão global da saúde. A saúde não se resume a aspetos relacionados com os prestadores e as unidades de saúde. É muito mais do que isso e a generalidade das políticas do Município, bem como de outras entidades, têm um impacto direto nesta área. O urbanismo e o ambiente, assim como as questões da habitabilidade e da escolaridade, têm igualmente um impacto decisivo na saúde”.

Uma terceira questão, referida pelo autarca, diz respeito às principais causas de mortalidade e morbilidade no concelho, “que não são muito diferentes daquelas que acontecem a nível nacional”. Mas o enfoque principal deste estudo, referiu Bernardino Soares, “é a carência de respostas na área da saúde mental, sendo uma área onde os dados são mais escassos e onde é mais difícil ter uma radiografia da situação concreta. Contudo, as questões dos efeitos da diabetes, as doenças do aparelho circulatório, oncológicas e do foro respiratório têm igualmente, no nosso concelho, uma incidência muito importante. E daí a nossa aposta em dar continuidade a este perfil, mostrando uma base de trabalho importante na promoção da atividade física, de hábitos de vida saudáveis, quer na alimentação, quer noutros comportamentos, bem como na informação e na formação, em particular nas escolas, que têm sido uma das prioridades no nosso Município”.

Os recursos humanos foram mais uma das fragilidades apontadas pelo autarca, que sublinhou a diminuição de médicos e enfermeiros, assim como de outros técnicos superiores de saúde, que “são cada vez mais fundamentais para uma intervenção multidisciplinar na comunidade, essencial para obter melhores resultados”.

Em Portugal a mortalidade causada por doenças do aparelho respiratório tem vindo a aumentar nos últimos 20 anos, constituindo-se atualmente como a terceira principal causa de morte, sendo notório o seu aumento a partir da década de 1990, contrastando com a tendência inversa observada nas doenças do aparelho circulatório (Fonte: Direção Geral da Saúde, 2014).

Vale a pena referir que, entre os países da União Europeia, Portugal tem a segunda maior taxa de mortalidade por doença respiratória (139 mortes por 100.000 habitantes em 2012), apenas ultrapassado pelo Reino Unido (142 mortes por Perfil de Saúde do Concelho de Loures - 2017 55 Tumores Malignos (em geral) (Bexiga e Tecido linfático em particular) Doenças do aparelho respiratório (Pneumonia em particular) Doenças do aparelho digestivo Doenças do aparelho circulatório (Doenças isquémicas do coração e Doenças cerebrovasculares em particular) HIV Acidentes (100.000 habitantes) (Fonte: Eurostat, 2015).

Tal como sucede em termos nacionais, no concelho de Loures as mortes por doenças do aparelho respiratório também assumem um significado considerável, apresentando uma tendência crescente ao longo dos anos, tendo duplicado entre 2002 e 2013. Contudo, o valor registado no concelho de Loures (9,8%) encontra-se abaixo do valor nacional (11,8%). Entre as doenças do aparelho respiratório, salientam-se em 2013 as mortes causadas por pneumonia.

As doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas constituíram outra das principais causas de morte em Portugal, tendo a diabetes mellitus assumido relevância no quadro deste tipo de doenças, ainda que se tenha verificado uma redução de 6,7% face ao ano anterior (Fonte: INE, 2015).

No concelho de Loures, as mortes devido a estas doenças aumentaram significativamente nos últimos dez anos (3,5% em 2003 e 5,5% em 2013). Existe uma tendência decrescente da mortalidade causada pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) que reduziu para mais de metade, entre 2002 (36 mortes) e 2013 (16 mortes) (Fonte: INE, 2015). A mesma tendência verifica-se relativamente à mortalidade causada por acidentes (59 em 2002 e 28 em 2013).

De seguida, sintetizam-se as principais tendências na variação das causas de morte no concelho de Loures

David Tavares, da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa, e também interveniente direto no processo de criação do perfil de saúde do Município de Loures, apresentou, de forma concisa, os indicadores refletidos neste documento, desde os relacionados com as características do território e da população até aos indicadores de saúde.

Um dos dados apresentados neste estudo é que as principais causas de morte da população do concelho de Loures, em 2013 (ano com dados mais atualizados), foram as doenças do aparelho circulatório (29,6%) e oncológicas (27%), seguindo a tendência ao nível do território nacional.

Os comentários ao Perfil de Saúde ficaram a cargo de Nuno Medeiros, sociólogo e diretor do Departamento de Ciências Sociais e Humanas da ESTeSL, e Mirieme Ferreira, coordenadora técnica da Rede Portuguesa dos Municípios Saudáveis.

No entanto, é visível um aumento da taxa bruta de mortalidade no concelho de Loures ao longo desta década, passando de 7,9‰ em 2005 para 8,9‰ em 2015.

Principais causas de morte em Loures

As doenças do aparelho circulatório (29,5%) e os tumores malignos (24,3%) representam mais de metade (53,8%) das mortes ocorridas em Portugal em 2013.

Em termos relativos, comparativamente aos anos imediatamente anteriores, tem-se observado uma redução nas mortes causadas por doenças do aparelho circulatório e um aumento ligeiro das mortes causadas por tumores malignos (Fonte: INE, 2015).

Se considerarmos o conjunto de doenças do aparelho circulatório, verifica-se que as mortes causadas por acidentes vasculares cerebrais estiveram na origem de 11,5% do total de mortes em Portugal.

Tal como sucede em termos nacionais, também no concelho de Loures se observa a tendência geral de redução do número de mortes causadas por doenças do aparelho circulatório e o aumento da proporção de mortes relacionadas com doenças do foro oncológico.

Não obstante constituir-se como a principal causa de morte da população do concelho de Loures, representando 29,6% do total de mortes (a nível nacional representam 29,5%; Fonte: INE), as doenças do aparelho circulatório assumem ao longo dos anos uma tendência decrescente, seguindo a evolução atual registada ao nível do território nacional. A redução de mortes devido a doenças isquémicas do coração e doenças cérebro vasculares contribuem decisivamente para o decréscimo registado nas doenças do aparelho circulatório.

No concelho de Loures, a segunda causa de morte é igualmente atribuída aos tumores malignos que, tal como sucede a nível nacional, têm vindo a aumentar ao longo dos anos, passando de 24,7% do total de mortes em 2002 para 27% em 2013. Todavia, é de salientar que a percentagem de mortes por tumores malignos no concelho de Loures (27%) está acima do valor registado ao nível nacional (24,3%) (Fonte: INE, 2015).

Seguindo igualmente a tendência verificada no conjunto do território nacional, dentro do conjunto das mortes causadas por tumores malignos em 2013, os tipos de tumores que causaram maior mortalidade foram os tumores malignos das vias respiratórias (laringe, traqueia, brônquios e pulmão), seguidos do cólon, reto e ânus, do tecido linfático e outros tecidos).

Em Portugal a mortalidade causada por doenças do aparelho respiratório tem vindo a aumentar nos últimos 20 anos, constituindo-se atualmente como a terceira principal causa de morte, sendo notório o seu aumento a partir da década de 1990, contrastando com a tendência inversa observada nas doenças do aparelho circulatório (Fonte: Direção Geral da Saúde, 2014).

Tal como sucede em termos nacionais, no concelho de Loures as mortes por doenças do aparelho respiratório também assumem um significado considerável, apresentando uma tendência crescente ao longo dos anos, tendo duplicado entre 2002 e 2013. Contudo, o valor registado no concelho de Loures (9,8%) encontra-se abaixo do valor nacional (11,8%). Entre as doenças do aparelho respiratório, salientam-se em 2013 as mortes causadas por pneumonia.

As doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas constituíram outra das principais causas de morte em Portugal, tendo a diabetes mellitus assumido relevância no quadro deste tipo de doenças, ainda que se tenha verificado uma redução de 6,7% face ao ano anterior (Fonte: INE, 2015).

No concelho de Loures, as mortes devido a estas doenças aumentaram significativamente nos últimos dez anos (3,5% em 2003 e 5,5% em 2013). Existe uma tendência decrescente da mortalidade causada pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) que reduziu para mais de metade, entre 2002 (36 mortes) e 2013 (16 mortes) (Fonte: INE, 2015). A mesma tendência verifica-se relativamente à mortalidade causada por acidentes (59 em 2002 e 28 em 2013).

A apresentação pública do Perfil de Saúde de Loures terminou com um apontamento cultural, protagonizado pelo coro do polo de Loures da Academia dos Saberes.

Última edição

Gala Notícias de Loures

Gala | Notícias de Loures

Opinião

Eleições

Newsletter