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Notícias | Política

Assembleias de Freguesia

PS | O grande vencedor

8 de outubro de 2017
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Destaque principal nestas eleições para as assembleias de freguesia foram as alterações de forças políticas a comandar os destinos das mesmas. Foram três mudanças ao todo, com o PSD a sair derrotado, perdendo a freguesia que com maior população, Moscavide e Portela para o PS. Aliás, os socialistas foram os grandes vencedores, pois além de vencer a freguesia atrás referida, venceram também Camarate, Unhos e Apelação, outra freguesia com elevada densidade populacional, que conquistaram à CDU. Mas nem tudo foram rosas, pois perderam Fanhões, a única freguesia em que o atual Presidente não se pode candidatar, fruto da limitação de mandatos, que foi vencida pela CDU.

Bucelas

Segunda vitória consecutiva para Élio Matias da CDU, que voltou a obter maioria absoluta. Desta feita a folga não foi a mesma, tendo descido 4%, tendo mesmo perdido um membro na Assembleia, lugar conquistado pelo PS, que foi a única força partidária da Freguesia, das cinco que se apresentaram a votos, que conseguiu subir, tendo cerca de 13% a mais que em 2013. Mérito para Jorge Martins e seus pares. A composição da Assembleia de Freguesia ficou distribuída da seguinte forma: CDU com 5 eleitos, PS com 3 e Primeiro Loures com 1.

Camarate, Unhos e Apelação

Esta é a Freguesia imprópria para cardíacos. Depois de em 2013 a CDU ter vencido por sete votos, desta feita foi o PS a vencer por 9. É caso para dizer, que nesta Freguesia cada voto é determinante. O socialista Renato Alves foi o protagonista de uma das grandes conquistas da noite, destronando o anterior presidente, Arlindo Cardoso. Naturalmente, a vitória apenas representa uma maioria relativa, com o PS a colocar oito eleitos, os mesmos que em 2013, enquanto a CDU conseguiu sete, menos um que em 2013, a coligação Primeiro Loures tem três, mais um que nas últimas autárquicas e o BE também conseguiu um representante à custa do PCTP/MRPP.

Fanhões

Mais uma freguesia que mudou de cores. Jorge Simões da CDU foi o responsável, conquistando Fanhões ao PS, que não pode apresentar o ainda presidente, António Emídio, por ter atingido o limite de mandatos. Em Fanhões destaque para o movimento independente Unidos Pela Freguesia, liderado por Patrícia Pereira que conseguiu dois eleitos. Os restantes eleitos foram para a CDU, quatro e para o PS, três. O PSD perdeu o seu representante, numa das poucas freguesias onde não subiu os resultados. A candidatura independente não será alheia a esta situação.

Loures

Uma das freguesias onde as dúvidas residiam, mas que acabou por se manter na posse da CDU e do atual presidente, Manuel Glória. No entanto, as votações dois partidos mais votados, CDU e PS, baixaram, em contrapartida com as subidas de PSD e BE. No final a Assembleia ficou constituída com sete elementos da CDU, menos um que em 2013, seis do PS, que também obteve menos que nas últimas eleições, cinco do PSD, que obteve mais um mandato e um do BE, que passa a fazer parte da Assembleia de Freguesia.

Lousa

Uma freguesia sem história, tal o desnível de votações entre Nélson Batista do PSD e as restantes forças políticas. Neste seu último mandato, voltou a ter sete representantes, contra um do PS e outro da CDU.

Moscavide e Portela

Foi nesta Freguesia a grande derrota do PSD e, provavelmente, uma das maiores conquistas do PS, através de Ricardo Lima. As divergências internas no PSD excluíram a atual presidente, Manuela Dias, de se candidatar pelo Partido e esta não foi de modas, concorrendo pelo Nós Cidadãos. Resultado: vitória do PS. Mas não se pense que não há mérito de Ricardo Lima, porque há, pois resistiu à esta luta fratricida incólume e ainda aumentou a sua taxa de votos. O PSD perdeu 14% e dois representantes, enquanto Manuela Dias conseguiu dois. O PS manteve os cinco que já tinha, assim como a CDU. Nesta Freguesia o efeito Ventura não se sentiu.

Sacavém e Prior Velho

Apesar de não mudar de cor, o PS alcançou aqui uma grande vitória. Após toda a contestação ao longo do mandato anterior com o presidente Filipe Santos e a sua inelegibilidade para exercer as funções, as dúvidas surgiram sobre o preço que ia ser pago. Pois bem, o PS venceu com maioria absoluta, tendo Ricardo Leão sido um dos protagonistas, a par do próximo presidente, Carlos Gonçalves. No final o PS ficou com sete mandatos, mais que nas últimas eleições, enquanto a CDU alcançou quatro, o que significa que perdeu um, pois o PSD manteve os dois que já tinha.

Santa Iria de Azóia, S. João da Talha e Bobadela

Mais uma Freguesia onde as dúvidas eram grande, pois em 2013 foi decidida por 19 votos a favor do PS. Desta feita Nuno Leitão mantém a liderança, mas aumentou a diferença fruto de uma subida ligeira (2,42%) e mercê de uma descida acentuada da CDU (5,62%). Quem subiu bastante foi o PSD, que passou de 9,77% para 14,40%. Referência para o BE, que conseguiu eleger um representante. No final o PS obteve oito mandatos, menos um que em 2013, apesar da subida, a CDU teve sete, também perdeu um, o PSD alcançou três, mais um que nas últimas eleições e o BE, como já foi dito, também logrou um eleito.

Santo Antão e S. Julião do Tojal

A exemplo de Lousa, as eleições nesta Freguesia têm pouca história. João Florindo venceu de forma esmagadora (56,13%), reforçando ainda votação e a representação, passou de 7 para 9 mandatos, enquanto o PS pagou a fava, descendo de 5 para 3. O PSD manteve o seu eleito e, também aqui subiu a sua votação.

Santo António dos Cavaleiros e Frielas

Nesta Freguesia a situação foi muito semelhante, conseguindo Glória Trindade do PS uma ligeira subida, mantendo os oito mandatos, enquanto a CDU de Gonçalo Caroço perdeu um eleito em relação a 2013. Quem “roubou” este representante foi novamente o PSD, que passou de três para quatro, enquanto o BE manteve o seu mandato.

Pedro Santos Pereira

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